MPMG denuncia homem por matar cadela a tiros em Pará de Minas pelo crime de maus-tratos a animal com resultado morte; Ele teve prisão preventiva decretada
O Ministério Público de Minas Gerais denunciou o homem, de 59 anos, que matou uma cadela a tiros em Pará de Minas, no Centro-Oeste do estado, pelos crimes de maus-tratos a animal com resultado morte, disparo de arma de fogo em local habitado e posse irregular de armas e munições. Além disso, a Justiça decretou a prisão preventiva do investigado.
De acordo com a denúncia, apresentada no dia 8 de abril, o crime ocorreu em 21 de março de 2026. Na ocasião, o homem efetuou diversos disparos contra uma cadela que estava na garagem da residência, provocando a morte do animal.
No mesmo contexto, o denunciado também realizou disparos em local habitado e mantinha armas, munições e acessórios em desacordo com a legislação. A Polícia Militar de Minas Gerais foi acionada após moradores relatarem os tiros, com a informação de que o caso teria sido registrado em vídeo.
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Prisão do suspeito de matar cadela a tiros em Pará de Minas
Durante as diligências, os militares abordaram outro homem, filho do suspeito, nas proximidades do imóvel. Ele transportava o animal já sem vida em uma caminhonete. Enquanto isso, o suspeito foi localizado dentro da residência.
As equipes apreenderam armas de fogo, grande quantidade de munições, estojos deflagrados e equipamentos para recarga tanto no imóvel quanto em uma propriedade rural ligada ao denunciado. Parte do material não possuía registro e estava armazenada, inclusive, em compartimentos ocultos.
Laudos periciais confirmaram que o animal morreu em decorrência de múltiplos disparos. Além disso, a análise apontou vestígios balísticos, perfurações compatíveis com projéteis e indícios de adulteração do local. A perícia audiovisual também identificou imagens de um indivíduo efetuando disparos contra o cão.
O Ministério Público enquadrou o denunciado na Lei de Crimes Ambientais e no Estatuto do Desarmamento. Além disso, requereu a fixação de valor mínimo para reparação por danos morais coletivos.
No dia 13 de abril, a Vara Criminal de Pará de Minas decretou a prisão preventiva do investigado. Na mesma decisão, a Justiça determinou o desmembramento do processo em relação ao outro homem envolvido. Para ele, o MPMG solicitou a realização de audiência para possível Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), por ter auxiliado o autor a evitar responsabilização.



