MP fiscaliza rede de proteção à infância em Bom Despacho e Moema

Bom DespachoGerais
Por -22/07/2026, às 15H08julho 22nd, 2026
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Divulgação/AMG

Promotoria deu prazo de 15 dias úteis para que Secretarias, Conselhos Tutelares e Superintendência de Ensino apresentem dados de atendimento e estrutura

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Bom Despacho, instaurou procedimentos administrativos nesta segunda-feira (20/07). A medida do MP visa acompanhar e fiscalizar o funcionamento da rede de proteção à infância nos municípios de Bom Despacho e Moema.

A iniciativa busca verificar a estrutura dos órgãos responsáveis pela garantia dos direitos infantojuvenis, ou seja, de crianças e adolescentes. Além disso, a Promotoria pretende promover a integração efetiva entre os diferentes serviços que compõem o atendimento público.

O promotor de Justiça, Jardel Camargo Viveiros Neto, adotou a medida após identificar fragilidades na articulação entre as instituições locais. Reuniões com integrantes da rede, representantes do Poder Judiciário e da Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (Credca) confirmaram as deficiências.

Conforme o promotor de Justiça, “o objetivo é acompanhar e fiscalizar o regular funcionamento dos órgãos integrantes da rede de proteção às crianças e aos adolescentes de Bom Despacho e a implementação de fluxo de articulação entre os seus atores, como forma de garantia dos direitos assegurados em favor da política infantojuvenil”.

Órgãos têm 15 dias para responder a ofícios do MPMG

A fiscalização vai avaliar as políticas públicas voltadas à infância e à juventude nas cidades. O MPMG analisará a existência de protocolos, fluxos e mecanismos de atuação conjunta entre a assistência social, saúde, educação, Conselho Tutelar e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Como primeira providência, o MPMG expediu ofícios diretos para as seguintes instituições:

  • Secretaria Municipal de Assistência Social;
  • Secretaria Municipal de Saúde;
  • Secretaria Municipal de Educação;
  • Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente;
  • Conselho Tutelar;
  • Superintendência Regional de Ensino de Pará de Minas.

A portaria estabelece um prazo de 15 dias úteis para que os órgãos encaminhem relatórios completos à Promotoria de Justiça. As entidades devem apresentar dados detalhados sobre a estrutura dos serviços, a composição das equipes de trabalho e as rotinas de atendimento.

Além disso, o órgão cobrou esclarecimentos sobre procedimentos adotados em situações de violência, notificação de casos, capacitação de profissionais e eventuais dificuldades operacionais.

Próximos passos e reunião intersetorial

Após receber e analisar as respostas dos órgãos oficiados, o MPMG agendará uma reunião com representantes de todos os setores envolvidos. O encontro debaterá os dados apresentados, identificará gargalos e definirá estratégias conjuntas para fortalecer o atendimento regional.

A portaria ressalta que a ação busca assegurar a efetividade do princípio da proteção integral e da prioridade absoluta às crianças e aos adolescentes. A Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garantem esses direitos por meio do acompanhamento permanente das políticas públicas.