MP investiga lei de Divinópolis que proíbe sindicalistas e políticos em conselhos do Diviprev

Política
Por -05/05/2026, às 15H04maio 5th, 2026
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Foto: Divulgação/Prefeitura de Divinópolis

O vereador Vítor Costa (PT) acionou o Ministério Público contra a Lei Complementar 251/2026 que restringe a participação de filiados políticos e sindicalistas no Diviprev.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou um procedimento administrativo para investigar a constitucionalidade de uma nova lei municipal em Divinópolis. A Coordenadoria de Controle de Constitucionalidade analisa, especificamente, a Lei Complementar nº 251/2026. Esta norma altera a estrutura da Previdência Municipal dos Servidores (Diviprev).

Entenda o motivo da denúncia

O vereador Vítor Costa (PT) registrou a representação que deu origem ao caso. O parlamentar questiona a inserção do parágrafo 4º na legislação municipal. O texto proíbe que pessoas filiadas a partidos políticos ou integrantes de diretorias sindicais ocupem cargos nos Conselhos Administrativos e Fiscais da previdência.

De acordo com o parlamentar, essa proibição pode violar direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal. O MP verificará ofensas à liberdade de associação e aos direitos políticos dos cidadãos. assim como se a medida possui os pressupostos legais necessários para permanecer em vigor.

Próximos passos da investigação

A procuradora Ana Luiza de Abreu Moreira determinou uma série de ações para esclarecer os fatos:

  • Requisição de informações: A Câmara Municipal de Divinópolis deve enviar a certidão de vigência da lei no prazo de 30 dias.
  • Direito de resposta: A prefeitura e os órgãos que criaram a norma possuem o mesmo prazo para apresentar explicações sobre os questionamentos constitucionais.
  • Análise jurídica: A Assessoria Jurídica do MPMG dará continuidade ao exame técnico após o recebimento dos documentos.

Além disso, o Ministério Público ressalta que busca resolver a questão de forma extrajudicial antes de adotar medidas mais severas. Caso as autoridades não respondam no prazo estipulado, o órgão enviará uma nova cobrança com prazo reduzido de 15 dias.