Segundo a denúncia, suspeita dopou as vítimas para roubar bens, matou o casal após ser surpreendida e, depois, tentou apagar vestígios do crime
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou, nesta terça-feira (29), uma diarista acusada de matar um casal de idosos durante um roubo em Belo Horizonte. O crime aconteceu em 29 de junho, no bairro São Pedro. A 12ª Promotoria de Justiça de Belo Horizonte conduz o caso.
Segundo o MPMG, a mulher trabalhava como diarista na casa das vítimas. Antes do crime, ela teria colocado um medicamento sedativo na bebida do casal para deixá-los inconscientes e facilitar o roubo.
Idosos acordaram durante o roubo
Conforme a denúncia, a suspeita começou a recolher objetos do apartamento depois que as vítimas adormeceram. No entanto, um dos idosos acordou durante a ação. Então, segundo o Ministério Público, a diarista matou o casal com dezenas de facadas para concluir o roubo.
Em seguida, ela alterou a cena do crime para dificultar o trabalho da perícia. Depois, deixou o imóvel levando diversos bens das vítimas.
- Kalil e Mateus Simões trocam acusações sobre corrupção em debate
- Incêndio atinge depósito de materiais recicláveis no bairro São Geraldo, em Divinópolis
- Mega-Sena acumula para R$ 45 milhões e sorteia 6 números
- Divinópolis apura quedas de energia na Praça do Santuário
- Fabiano Cazeca e Têko inauguram Comitê Central de campanha com adesivaço em Itapecerica
Suspeita vendeu objetos e usou cartões bancários
Ainda no mesmo dia, a investigação aponta que a diarista foi até o Centro de Belo Horizonte para vender os objetos roubados. Além disso, ela utilizou os cartões bancários das vítimas.
Para isso, conforme a denúncia, ela contou com a ajuda do proprietário de um restaurante da região central. O homem teria permitido o uso dos cartões nas máquinas do estabelecimento. Depois, os dois dividiram os valores obtidos.
Por causa desses fatos, o MPMG denunciou a diarista por dois crimes de latrocínio — roubo seguido de morte. Além disso, a acusação inclui as agravantes de uso de meio cruel, recurso que dificultou a defesa das vítimas e o fato de o crime ter atingido pessoas idosas. O Ministério Público também a denunciou por adulteração da cena do crime e uso fraudulento de cartões bancários.
Já o segundo acusado responderá por furto mediante fraude.
MPMG aponta crime premeditado
Segundo o promotor de Justiça Mauro Fonseca Ellovitch, a investigação indica que a suspeita planejou o crime.
“Pelo o que foi apurado, tratou-se de um crime premeditado, tanto pela preparação anterior quanto pelas medidas adotadas após o crime, com a adulteração da cena do crime e a venda dos itens roubados”, afirmou.
Além disso, a denúncia informa que a diarista tentou fugir para outro estado. No entanto, a Polícia Civil conseguiu localizá-la e prendê-la antes da fuga.
Enquanto isso, o Ministério Público continua investigando outras três pessoas suspeitas de comprar objetos roubados. Como a investigação não encontrou indícios de participação delas no latrocínio e nenhuma possui histórico de reincidência, o MPMG pediu o desmembramento do processo. Assim, o órgão poderá avaliar a possibilidade de oferecer um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP).





