Operação Sanare cumpre mandados e identifica documentos queimados em consórcio público
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, nesta terça-feira (21), a Operação Sanare para combater um esquema de desvio de recursos da saúde no Consórcio Público Intermunicipal da Microrregião de Piumhi (MG). A ação ocorreu por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), regional de Passos, em conjunto com a 1ª Promotoria de Justiça de Piumhi e com apoio dos 12º e 63º Batalhões da Polícia Militar.
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Mandados e bloqueio de valores
Durante a operação, a polícia cumpriu três mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Piumhi e Bambuí. A Justiça também determinou a quebra de sigilo de dados, bancário e fiscal dos investigados, além do bloqueio de R$ 4,5 milhões em contas vinculadas aos suspeitos.
De acordo com o MPMG, as investigações revelaram práticas administrativas irregulares que configuram crimes. No local, foram encontrados documentos queimados e fragmentados, incluindo prontuários médicos e registros financeiros do consórcio de saúde.
Criação de empresas de fachada
Conforme o MP, as apurações também identificaram criação de senhas bancárias para pagamentos indevidos e a contratação de empresas de fachada. Ainda de acordo com o MPMG, essas ações criminosas prejudicaram o atendimento médico-hospitalar de pelo menos 11 municípios consorciados.
A Justiça determinou ainda a suspensão das atividades de cinco empresas ligadas ao esquema e impôs medidas cautelares a quatro investigados. A operação contou com quatro promotores de Justiça e 44 policiais militares, além do apoio do Gaeco de Divinópolis no cumprimento dos mandados.
O nome Sanare, do latim “curar”, faz referência à necessidade de “curar o sistema doente”, segundo o Ministério Público.



