MPMG pede prisão preventiva de suspeito flagrado com 3 toneladas de maconha em Bom Despacho

Bom DespachoGerais
Por -09/07/2026, às 18H20julho 9th, 2026
MPMG

Ministério Público aponta indícios de tráfico interestadual após apreensão de mais de três toneladas da droga em Bom Despacho

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu à Justiça a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva de um homem investigado por tráfico interestadual de drogas. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu o suspeito na noite de quarta-feira (8), após apreender aproximadamente 3.068 quilos de maconha na BR-262, em Bom Despacho, no Centro-Oeste de Minas.

Segundo o MPMG, os policiais encontraram a droga escondida sob caixas de PVC no compartimento de carga de um caminhão. Ao todo, a carga continha 147 pacotes com características compatíveis com maconha.

Suspeitos tentaram fugir da abordagem

A PRF realizou a abordagem após uma análise de risco. No entanto, o motorista desobedeceu à ordem de parada e tentou fugir.

Durante a ação, um dos ocupantes acabou preso. Já o segundo suspeito conseguiu escapar e segue foragido.

Além disso, um laudo preliminar confirmou que o material apreendido apresenta características compatíveis com maconha, totalizando cerca de 3,1 toneladas da droga.

MPMG aponta risco à ordem pública

No pedido encaminhado à Justiça, o promotor de Justiça Jardel Viveiros Neto destacou a grande quantidade de entorpecente apreendida, a estrutura logística utilizada para o transporte e os indícios de atuação conjunta entre mais de uma pessoa.

Conforme o Ministério Público, esses elementos justificam a prisão preventiva para garantir a ordem pública e impedir a continuidade da atividade criminosa.

Além disso, o órgão afirma que há indícios de que a carga saiu do Paraná, circunstância que reforça, em tese, o caráter interestadual do tráfico investigado.

Ministério Público também pede incineração da droga

Além da prisão preventiva, o MPMG solicitou à Justiça a incineração da droga apreendida, conforme prevê a legislação. No entanto, o órgão pediu a preservação de uma amostra para a elaboração do laudo definitivo.

Agora, o Poder Judiciário analisará os pedidos apresentados pelo Ministério Público.