Mulher morta por agiota em MG foi entregue ao assassino pelo próprio irmão, aponta investigação

ItaúnaMinas Gerais
Por -16/03/2026, às 09H20março 16th, 2026
Policia-Civil
(Divulgação/Policia Civil)

Crime ocorreu na zona rural de Itaúna e polícia ainda apura por que o familiar participou do homicídio

A investigação da Polícia Civil de Minas Gerais revelou a mulher, de 39 anos, foi morta por um agiota em Itaúna. O irmão da vítima a levou até o homem que a matou. O crime aconteceu em 30 de janeiro, na zona rural de Itaúna, na região Centro-Oeste do estado.

Além disso, a polícia prendeu preventivamente um jovem de 20 anos apontado como o autor do homicídio. Ele atuava como agiota e, segundo a investigação, havia emprestado dinheiro à vítima. No entanto, após a mulher não conseguir quitar a dívida, o suspeito passou a ameaçá-la.

Irmão levou a vítima até o local do crime

De acordo com a Polícia Civil, o irmão da vítima, de 21 anos, confessou participação no caso. Ele já estava preso desde 6 de fevereiro. Segundo os investigadores, o jovem colocou a irmã no banco traseiro de um carro e seguiu em direção à região rural conhecida como Calambau, em Itaúna.

Em seguida, o agiota entrou no veículo e os três continuaram o trajeto por uma estrada vicinal. Pouco depois, o carro parou próximo a uma ponte.

Nesse momento, o suspeito atacou a vítima dentro do automóvel com um objeto perfurocortante. Logo depois, ele arrastou a mulher para fora do carro e jogou o corpo da ponte em direção a um curso d’água.

Corpo foi localizado por moradores

Posteriormente, moradores da região encontraram o corpo da vítima boiando em uma lagoa. A perícia identificou várias perfurações provocadas por objeto cortante.

Enquanto isso, os dois suspeitos fugiram do local. Entretanto, a investigação avançou e levou à prisão do irmão da vítima no início de fevereiro. Agora, os policiais também localizaram e prenderam o suspeito apontado como executor do crime na cidade de Nova Serrana.

Polícia ainda investiga motivação

Apesar das prisões, a Polícia Civil de Minas Gerais ainda tenta esclarecer o que motivou o irmão da vítima a colaborar com o assassinato.