Iniciativa inédita adota paridade de gênero na prova discursiva e aponta novos rumos para o serviço público
O Concurso Nacional Unificado 2 (CPNU 2) registrou mais de 761 mil inscrições homologadas em todo o Brasil, com destaque para a forte presença feminina. As mulheres representam 60% dos inscritos, superando os homens em todas as regiões do país. O certame, considerado um dos mais inovadores já realizados no serviço público federal, também implementa pela primeira vez critérios de paridade de gênero na convocação para a prova discursiva.
Representatividade cresce em todos os estados
De acordo com dados do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), 456.300 mulheres se inscreveram no CPNU 2, enquanto os homens somaram 305.180 inscrições. Além disso, 48 candidatos optaram por não especificar o gênero.
As mulheres foram maioria em todos os estados brasileiros. No Rio de Janeiro, por exemplo, elas representaram quase dois terços dos inscritos (68.317 mulheres, ou 63%). Em São Paulo, maior estado do país, 55% dos inscritos também foram mulheres. Na Bahia, esse índice chegou a 62%, e em Minas Gerais, a 57%.
Os dados revelam um avanço expressivo em termos de inclusão. No Pará, 62% dos candidatos são mulheres. Situação parecida ocorre no Amazonas, com 60%. Até em estados com menor número de inscrições, como Amapá e Roraima, as mulheres lideram.
Paridade de gênero: inovação na prova discursiva
Com o objetivo de ampliar a presença feminina nas fases finais do concurso, o CPNU 2 adotou um ajuste técnico de paridade de gênero para a prova discursiva. A medida garante que, se menos de 50% dos classificados em um cargo forem mulheres, a nota mínima será ajustada desde que existam candidatas não eliminadas.
Segundo o MGI, nenhum homem previamente classificado será excluído, assegurando a meritocracia com equilíbrio e inclusão. “A paridade de gênero é um passo importante para corrigir desigualdades históricas no acesso a carreiras públicas, especialmente nas áreas técnicas e estratégicas”, explica Cristina Mori, secretária-executiva do Ministério.
Além disso, o edital garante condições adequadas para gestantes e lactantes, incluindo tempo adicional para amamentação e atendimentos especializados durante as provas.
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Áreas técnicas ainda têm desigualdade
Apesar da liderança feminina nas inscrições totais, áreas como tecnologia, engenharia e arquitetura ainda têm maioria masculina. No bloco de Ciências, Dados e Tecnologia, 70% dos inscritos são homens. Já em Engenharia e Arquitetura, eles representam 59%. Para o governo, essa diferença não se deve à falta de capacidade das mulheres, mas sim a barreiras estruturais, como falta de representatividade e estímulo nessas carreiras.
“Romper esse padrão exige políticas públicas de incentivo à presença feminina também em áreas técnicas. O CPNU 2 já sinaliza esse novo caminho”, afirma Mori.
Cronograma e próximos passos
As provas objetivas estão marcadas para o dia 5 de outubro de 2025, com aplicação em 228 cidades de todos os estados e no Distrito Federal. Já a prova discursiva será aplicada em 7 de dezembro.
Confira o cronograma oficial:
Prova objetiva: 05/10/2025
Resultado e convocação para discursiva: 12/11/2025
Envio de títulos: 13 a 19/11/2025
Prova discursiva: 07/12/2025
Verificação de cotas: 30/11 a 08/12/2025
Resultado final: 30/01/2026





