Coordenador da Semsur pede exoneração; Reunião ocorre com servidores do pátio da Semsur após operação Ghost Machine

Tópico I
Cinco dias após a operação Ghost Machine, a Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos (Semsur) registrou mais uma baixa em Divinópolis. A exoneração do coordenador de Fiscalização, Máquinas e Orçamentos Silas Rodrigues está publicada no Diário Oficial dos Municípios nesta terça-feira (17/3). Conforme a prefeitura, ela ocorreu a pedido do próprio servidor que apresentou a solicitação na manhã de ontem.
Conforme o próprio servidor confirmou ao PORTAL GERAIS, o pedido está relacionado a questões de saúde. Embora deixe o cargo de comissão, ele continuará exercendo as atividades em outra secretaria. Ele não confirmou em qual, contudo, conforme apurado pela reportagem, uma das opções seria a Secretaria de Cultura.
Servidor de carreira, ele ocupava uma função considerada estratégica dentro da pasta desde o início do primeiro mandato do prefeito Gleidson Azevedo (Novo).
Não há nenhuma informação que ligue o servidor exonerado ao esquema investigado pelo Ministério Público na Semsur.
Silas também integra o Conselho do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Divinópolis (Diviprev). Indicado pelo Executivo, a nomeação ocorreu no fim de janeiro e recebia adicional de 10 UPFMD (R$ 1.110,70).
Conforme a prefeitura, o motivo do pedido de exoneração será verificado para, então, decidir, se ele deverá deixar o Conselho.
Tópico II
Operação movimenta pátio da prefeitura
A operação movimentou a prefeitura na última semana e começou ainda quente no pátio da prefeitura, onde funciona a Semsur. Conforme apuração do PORTAL GERAIS, a segunda-feira (16/3) foi marcada por movimentação no pátio da Prefeitura de Divinópolis.
Uma reunião ocorreu com servidores da pasta para esclarecimentos.
Na última quinta-feira (12/3), a Semsur foi alvo de operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que investiga corrupção ativa e passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
Quatro pessoas acabaram presas:
- Gustavo Mendes, ex-secretário da Semsur
- Tiago Henrique, servidor efetivo
- Caio Freitas, engenheiro civil e sócio-diretor da empresa CCR
- Wendell Barbalho, empresário do mesmo segmento
Uma servidora comissionada também teve a exoneração publicada no dia seguinte à operação após recomendação do Ministério Público. O MP cumpriu mandado de busca e apreensão na casa dela.
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Esquema pode ultrapassar R$ 37 milhões
Conforme o Ministério Público, os contratos investigados ultrapassam R$ 37 milhões, enquanto o pagamento de propinas pode passar de R$ 2 milhões. A denúncia que desencadeou a operação partiu do prefeito Gleidson Azevedo (Novo) por “rádio peão”. Ele começou a receber relatos a partir de mensagens de WhatsApp, ligações.
As investigações apontam o envolvimento de pelo menos 14 pessoas em um esquema que utilizava contratos públicos para inflar medições de serviços e desviar recursos.
Um dos exemplos citados envolve a utilização de caminhões-pipa: serviços que demandavam dois veículos eram registrados, por exemplo, como se tivessem utilizado seis, elevando indevidamente os valores pagos pela Prefeitura.
De acordo com os investigadores, o esquema ocorria principalmente em contratos de locação de máquinas e equipamentos, permitindo o desvio de dinheiro público.
Desde a denúncia registrada em março do ano passado, a prefeitura afastou o então secretário e o secretário de Governo Matheus Tavares assumiu interinamente. Ele alega que, neste período, houve revisão dos contratos e uma economia de R$ 20 milhões, embora algumas empresas ainda tenham vínculo contratual com a prefeitura.



