Chefe da Polícia Civil afirma que situação flagrada no pedágio da MG-050 é inédita em 24 anos de carreira e levou à reviravolta na investigação do caso Henay Amorim.
“Em 24 anos de carreira eu nunca vi uma situação dessa.” A afirmação é do chefe do 7º Departamento da Polícia Civil de Minas Gerais, Flávio Destro, ao comentar as imagens registradas na praça de pedágio da MG-050, em Itaúna, que mudaram completamente o rumo da investigação sobre a morte de Henay Amorim. Conforme ele, a cena de um homem conduzindo o veículo do banco do passageiro, enquanto uma mulher permanecia desacordada no banco do motorista, indicou de imediato a ocorrência de um fato grave, muito além de um simples acidente de trânsito.
Classificando como “atípico” e “diferente”, Destro afirmou que “em 24 anos de carreira eu nunca vi uma situação dessa em que uma pessoa conduz um veículo numa rodovia no banco do passageiro, com uma pessoa que estava no banco do motorista.”
Imagens despertaram necessidade imediata de aprofundamento
De acordo com Flávio Destro, assim que as imagens do pedágio chegaram à Polícia Civil, a situação atípica exigiu resposta rápida. A corporação iniciou diligências, oitivas e exames periciais para reconstruir tudo o que havia ocorrido antes da colisão registrada na rodovia MG-050, em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas.
Para o delegado, o comportamento registrado pelas câmeras foi determinante para que a investigação avançasse em outra direção.
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Suspeito confirma agressões e admite que vítima estava desacordada
Durante depoimento, Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, não confessou formalmente o feminicídio, mas admitiu agressões graves contra a companheira. De acordo com o chefe do 7º Departamento, ele relatou ter batido a cabeça da vítima contra o veículo por mais de uma vez e realizado constrição no pescoço com a mão direita.
Ainda conforme o delegado, o próprio suspeito confirmou que Henay estava desacordada no momento em que o veículo passou pela praça de pedágio. Fato compatível com as imagens analisadas pela polícia.
Laudos reforçam indícios de feminicídio
Os exames periciais realizados apontaram traumatismo craniano e lesões no pescoço da vítima. De acordo com Flávio Destro, essas constatações são compatíveis com as agressões relatadas no depoimento e sustentam a lavratura do auto de prisão em flagrante, além da ratificação da prisão.
A Polícia Civil destaca que os indícios reunidos até o momento são considerados fortes e consistentes.
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Versão de legítima defesa não se sustenta, diz polícia
Embora o suspeito alegue que agiu para se defender, a Polícia Civil avalia que essa versão não encontra respaldo nos elementos já produzidos. Para o delegado, a dinâmica dos fatos, as imagens, os depoimentos e os laudos técnicos indicam um cenário de violência continuada.
Investigação segue em fase final
Apesar do avanço significativo, Flávio Destro ressaltou que ainda há exames complementares em andamento. A Polícia Civil aguarda a conclusão dessas análises para finalizar o inquérito e consolidar, de forma técnica, a responsabilização criminal no caso Henay Amorim.



