Projeto da Acom e CSSJD aumenta capacidade da quimioterapia e traz novo equipamento de radioterapia
A Associação de Combate ao Câncer do Centro-Oeste de Minas e o Complexo de Saúde São João de Deus lançam no dia 8 de abril o projeto “Onco+ – Uma nova era no cuidado oncológico”. A iniciativa marca a ampliação dos serviços e a modernização do atendimento aos pacientes da região.
O lançamento ocorre em alusão ao Dia Mundial de Combate ao Câncer. Além disso, o projeto já apresenta impactos diretos, principalmente na área de quimioterapia, com aumento da capacidade de atendimento.
Quimioterapia terá aumento de 17% na capacidade
Entre as melhorias, estão a ampliação do turno de funcionamento e o aumento no número de cadeiras. Com isso, o serviço terá crescimento de 17%, passando de 912 para 1.067 sessões mensais.
Além disso, a contratação de uma nova médica oncologista vai reforçar a equipe do Hospital do Câncer. Dessa forma, a medida deve agilizar a fila de espera e ampliar o número de consultas.
“Hoje nós temos cinco médicos oncologistas atuando no HC, e diante do aumento da demanda, viu-se a necessidade de contratar mais um profissional especializado nesta área, para auxiliar no atendimento e dar celeridade na fila de espera. Então, a Acom e o CSSJD providenciaram a contratação desta médica, que irá somar ao nosso time e melhorar o atendimento oncológico da região”, afirmou Igor Oliveira.
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Novo equipamento vai dobrar atendimentos em radioterapia
Outro avanço previsto no projeto é a implantação de um acelerador linear de alta tecnologia, modelo Halcyon, viabilizado por convênio com o Ministério da Saúde.
O Hospital do Câncer, referência na região e responsável pelo único serviço de radioterapia via Sistema Único de Saúde no Centro-Oeste mineiro, passará por modernização. Com o novo equipamento, o tempo de cada sessão deve cair cerca de 70%.
Com isso, a capacidade mensal poderá saltar de 900 para aproximadamente 1.900 sessões. Além disso, o tempo total de tratamento dos pacientes também será reduzido.
Segundo Elis Regina Guimarães, o processo inclui a retirada do equipamento atual. “Para a chegada do novo aparelho será necessário desmobilizar o acelerador linear Clinac 600, que está em funcionamento no Hospital do Câncer desde 2001. O período de retirada de um aparelho e instalação do novo acelerador linear vai durar cerca de 10 meses.”
Transição terá impacto temporário no atendimento
Durante a troca do equipamento, a capacidade diária de radioterapia será reduzida de 115 para 90 sessões. No entanto, Acom e CSSJD afirmam que já estruturaram planos para minimizar os impactos aos pacientes.
“Criamos o Onco+ com o propósito de estabelecer uma plataforma permanente de evolução da oncologia em nossa região”, destacou André Waller.
A iniciativa busca, portanto, ampliar o acesso, modernizar o atendimento e fortalecer o cuidado oncológico na região.



