Operação Amparo prende 47 agressores por violência contra a mulher

Gerais
Por -02/08/2025, às 11H43agosto 2nd, 2025
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Foto: PCMG/Divulgação

Ação marca o início do Agosto Lilás e intensifica o combate aos crimes em todo o estado

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou 47 prisões nesta sexta-feira (1º/8) durante o lançamento da operação Amparo, que marca o início do Agosto Lilás, mês de enfrentamento à violência contra a mulher. A ação ocorre em todo o estado e visa responsabilizar agressores e fortalecer a proteção às vítimas.

Além das prisões, a operação resultou em 88 mandados de busca e apreensão cumpridos e quase 600 visitas tranquilizadoras realizadas em diferentes cidades mineiras. As atividades envolveram 600 policiais civis e 200 viaturas, incluindo equipes da Coordenadoria de Operações Estratégicas (COE).

Denúncias são essenciais para interromper o ciclo de violência contra à mulher

Conforme a chefe da Polícia Civil, delegada-geral Letícia Gamboge, o silêncio pode ser fatal.

“O silêncio pode até matar, e quaisquer situações que configurem alguma forma de violência – física, emocional, patrimonial, moral – deverão ser denunciadas. O mais importante é que não haja silêncio por parte da mulher vítima, porque as forças de segurança, em especial a PCMG, não tolerarão esse tipo de violência.”

A PCMG disponibiliza os telefones 180, 181, 197 e 190. Além disso, há a Delegacia Virtual e o atendimento presencial nas delegacias para registro de ocorrências.

Agosto Lilás reforça o combate ao feminicídio

Letícia Gamboge destacou ainda o projeto PCMG Por Elas, lançado em fevereiro, que estrutura ações contínuas contra a violência de gênero. Minas conta hoje com 70 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams) e núcleos de atendimento em cidades como Andradas, Lagoa Santa e Conceição das Alagoas.

Além disso, o Núcleo de Combate ao Feminicídio atua na capital mineira, ao lado da Casa da Mulher Mineira, que acolhe e encaminha as vítimas.

Números mostram queda no feminicídio

Comparando o primeiro semestre de 2025 com o de 2024, os casos de feminicídio caíram 9,64%, passando de 83 para 75 registros. O volume de medidas protetivas enviadas à Justiça neste ano já ultrapassa 37 mil, o que evidencia o avanço no combate aos crimes contra a mulher.

“Os números demonstram que esse trabalho árduo das forças de segurança tem trazido resultados na redução do crime de feminicídio”, pontuou Gamboge.