Operação Casa de Farinha: prisão é prorrogada e empresa de suplementos e vitaminas é interditada

Minas Gerais
Por -28/03/2026, às 09H35março 28th, 2026
MINISTERIO PUBLICO DE MINAS GERAIS

Ação apura crimes contra a saúde pública, consumidor e indícios de sonegação fiscal

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve, nesta sexta-feira (27), a prorrogação da prisão temporária de duas pessoas investigadas na Operação Casa de Farinha. Os suspeitos permanecem detidos nas cidades de Arcos e Lagoa da Prata.

A investigação apura a fabricação e comercialização irregular de produtos como suplementos, vitaminas e outros encapsulados, além de possíveis crimes contra a saúde pública, o consumidor e indícios de sonegação fiscal.

Segundo a decisão judicial, a liberação dos investigados poderia comprometer a análise do material apreendido. A prorrogação também busca garantir a coleta de depoimentos de funcionários e colaboradores sem risco de interferências, pressões ou alinhamento de versões.

Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e a Vigilância Sanitária determinaram a interdição imediata da empresa alvo da operação. A medida atinge quatro endereços em Arcos e um em Lagoa da Prata, incluindo uma fábrica clandestina que não possuía alvará de funcionamento nem registro na Receita Estadual.

Os órgãos sanitários também proibiram a distribuição e circulação de todos os produtos fabricados, incluindo suplementos, vitaminas e demais encapsulados.

Relembre o caso


A Operação Casa de Farinha foi deflagrada na última quarta-feira (25) pelo Ministério Público de Minas Gerais, com apoio de órgãos de fiscalização, para apurar a produção e comercialização irregular de suplementos, vitaminas e outros produtos encapsulados.

Durante a ação, foram cumpridos mandados em endereços nas cidades de Arcos e Lagoa da Prata, onde os agentes identificaram uma estrutura clandestina de fabricação, sem alvará de funcionamento e sem registro nos órgãos competentes.

Segundo as investigações, os produtos eram fabricados e comercializados de forma irregular, o que pode representar riscos à saúde dos consumidores, além de possíveis fraudes fiscais. Dois suspeitos foram presos durante a operação e seguem à disposição da Justiça.