Investigação aponta fraudes de R$ 4,1 milhões na Semsur; esquema envolvia propinas, medições falsas de “máquinas fantasmas” e lavagem de dinheiro
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia formal contra sete pessoas investigadas por um esquema de corrupção, fraudes em contratos e lavagem de dinheiro na Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos (Semsur) de Divinópolis. A denúncia é fruto da Operação Ghost Machine, conduzida pelo Gaeco Regional de Divinópolis em conjunto com a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. O grupo é acusado de desviar recursos por meio de irregularidades na locação de máquinas para o município.
Como funcionava o esquema de “Máquinas Fantasmas”
Conforme o MPMG, as investigações detalham um sistema sofisticado de desvio de dinheiro público que operou entre 2022 e 2025:
- Propina: Agentes públicos solicitavam valores ilícitos para garantir contratos, assim como agilizar pagamentos a empresas.
- Fraude em Medições: Para compensar a propina paga pelos empresários, o grupo adulterava boletins diários, registrando horas de trabalho de máquinas nunca realizadas.
- Validação: Servidores públicos validavam os documentos falsos, assim gerando pagamentos por serviços inexistentes.
- Bebê com desconforto respiratório é transferida de Divinópolis em avião do Samu e Bombeiros
- Carreta Mulheres realiza mais de mil exames gratuitos em Itaúna
- Festival de Gastronomia de Itapecerica 2026: confira programação
- Justiça condena integrante de facção a 28 anos de prisão por homicídio em Pitangui
- Adélia Prado: hospital divulga novo boletim sobre estado de saúde
Os Alvos da Denúncia
- Ex-Secretário Municipal Gustavo Mendes: Denunciado por cerca de 200 atos de corrupção passiva. O MPMG aponta que ele negociou aproximadamente R$ 3,45 milhões em vantagens indevidas. Ele também responde por coação no curso do processo após ameaçar de morte uma testemunha.
- Servidor Efetivo: Apontado como auxiliar direto no esquema, responderá por cerca de 30 atos de corrupção.
- Empresários: Dois sócios de empresas contratadas acusados de pagar propinas em troca de benefícios contratuais.
- Familiares: Três parentes de um dos agentes públicos foram denunciados por atuar na ocultação e movimentação financeira (lavagem de dinheiro).
Lavagem de Dinheiro e Prejuízo ao Erário
O MPMG identificou a movimentação de R$ 2,5 milhões em contas de terceiros e empresas para ocultar a origem ilícita do dinheiro. Diante das provas colhidas, o Ministério Público solicitou, então, à Justiça:
- A condenação dos réus ao pagamento de R$ 4.101.748,80 como reparação mínima pelos danos causados aos cofres de Divinópolis.
- Manutenção das prisões (quatro dos denunciados já estão presos).
Além do ex-secretário, estão presos: o servidor Thiago Henrique e os empresários Wendell Barbalho e Caio Freitas.
Conforme o MP, a denúncia agora aguarda o recebimento pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Divinópolis para que se inicie a ação penal.



