Polícia apreendeu mais de R$ 120 mil em dinheiro e prendeu nove pessoas; Hacker invadia sistemas de órgãos públicos para roubar dados e facilitar a clonagem e a adulteração de motores e chassis.
A Operação Purgato terminou com a apreensão de R$ 120 mil em dinheiro e com a prisão de nove pessoas, dentre elas um hacker que tinha função estratégica dentro da Organização Criminosa desarticulada nesta quinta-feira (14/5). A quadrilha era especializada em furto, roubo e adulteração de veículos em Divinópolis e outros municípios do Centro-Oeste de Minas.
A ofensiva contou com a atuação integrada do GAECO, da Polícia Militar e da Polícia Civil. Durante os trabalhos, as equipes cumpriram oito mandados de prisão e realizaram uma prisão em flagrante por tráfico de drogas, totalizando nove detidos.
Além de Divinópolis, a operação ocorreu simultaneamente em Nova Serrana, Itapecerica, Campo Belo, Passa Tempo, Pará de Minas e Belo Horizonte.
Hacker acessava dados sigilosos
As investigações, que duraram meses, revelaram uma estrutura criminosa dividida como uma engrenagem. O grupo contava com executores dos furtos, receptadores e um hacker especializado. De acordo com o delegado Wesley Castro, esse hacker obtinha usuários e senhas de servidores públicos para invadir sistemas policiais.
Com essas credenciais, a organização conseguia dados sigilosos de veículos e proprietários para facilitar a clonagem e a adulteração de motores e chassis.
Além disso, a quadrilha utilizava o lucro obtido com os veículos para a “alavancagem patrimonial” por meio do tráfico de drogas. O promotor Leandro Wili, do GAECO, destacou que esta foi uma das primeiras operações realizadas com integração total das instituições desde o primeiro dia de inquérito. “Isso demonstra a união dos esforços e o resultado está aí”, afirmou o promotor ao celebrar o sucesso da ação.
Logística e materiais apreendidos
A Polícia Militar empenhou 80 policiais, 37 viaturas e uma aeronave para garantir o cumprimento dos 23 mandados de busca e apreensão.
Conforme o balanço, os policiais apreenderam mais de R$ 120 mil em dinheiro vivo, além de programadores de chaves veiculares, dispositivos eletrônicos e adesivos com numeração de chassi. Com isso a articulação do grupo deve impactar diretamente a redução de outros crimes, como homicídios, que frequentemente utilizam carros clonados.
Portanto, a operação retira de circulação equipamentos tecnológicos de ponta que permitiam furtos rápidos e eficientes. Por outro lado, as autoridades garantem que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos na rede de lavagem de dinheiro. Com essa ação, as instituições reforçam a segurança pública e o combate ao crime organizado em Divinópolis e região.



