Operação Shamar prende 387 acusados de feminicídio e violência doméstica

Minas Gerais
Por -08/08/2025, às 07H38agosto 8th, 2025
© Ministério das Mulheres/Divulgagação

Ação nacional atendeu mais de 2,5 milhões de vítimas e segue até setembro

A Operação Shamar, que combate o feminicídio e a violência doméstica, já resultou na prisão de 387 pessoas desde o início, em 1º de agosto, até o meio-dia desta quinta-feira (7). No mesmo período, 2.518 vítimas receberam atendimento e 314 medidas protetivas de urgência foram solicitadas.

A ação, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), mobiliza 16.508 agentes das polícias civil e militar em todo o Brasil e vai até 4 de setembro.

Mobilização marca aniversário da Lei Maria da Penha

O “Dia D” da operação, nesta quinta-feira (7), coincidiu com os 19 anos da Lei Maria da Penha. Ao longo do dia, equipes cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão, principalmente em regiões sem delegacia especializada.

O MJSP investiu R$ 2 milhões para garantir deslocamentos de policiais e realizar ações educativas de prevenção, como palestras e distribuição de material informativo, que já alcançaram 382 mil pessoas.

No total, a operação já esteve presente em 335 municípios, com adesão dos 26 estados e do Distrito Federal.

Destaques regionais: São Paulo e Rio de Janeiro

Em São Paulo, a Polícia Civil cumpriu centenas de mandados de prisão. “A operação é uma resposta aos crimes de violência doméstica. Queremos mostrar que a mulher não está sozinha e que o Estado está ao seu lado”, afirmou a delegada Adriana Liporoni, coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher.

No Rio de Janeiro, a força-tarefa prendeu 94 acusados nesta quinta-feira. Entre os casos, está o assassinato de uma mulher grávida de oito meses, morta a espancamentos pelo companheiro. Desde o início da operação, o estado já soma mais de 210 prisões.

Canais para denunciar violência contra a mulher

O Ministério da Justiça orienta que, em casos de suspeita ou confirmação de violência, a vítima ou testemunha procure uma delegacia especializada ou ligue para o 190. Também é possível acionar a Central de Atendimento à Mulher pelo 180 (telefone ou WhatsApp no número 61 9610 0180), serviço disponível 24 horas por dia.