Operação Trem da Alegria: Ex-prefeito de Guapé é condenado a 9 anos de prisão

Política
Por -03/09/2026, às 13H49setembro 3rd, 2026
prefeito de guapé expulso do PCdoB e preso na operação trem da alegria
A prisão de Nelson Lara ocorreu na operação Trem da Alegria (Foto: Divulgação)

Decisão atende pedido do MPMG na Operação Trem da Alegria; empresário envolvido na fraude imobiliária também é condenado

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve a condenação do ex-prefeito de Guapé Nelson Alves Lara a nove anos e meio de reclusão em regime inicial fechado. A Justiça responsabilizou o ex-gestor pelos crimes de peculato e uso de documento falso. A sentença também condenou um empresário a 8 anos e 2 meses de prisão pelo envolvimento no esquema criminoso.

Esquema Fraudulento e Valorização de R$ 10 Milhões

A Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária Criminal (PCO) conduziu a atuação com suporte de dois órgãos do MPMG:

  • Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – núcleo Varginha.
  • Coordenadoria Regional de Defesa do Patrimônio Público do Sudoeste de Minas Gerais.

Conforme a denúncia, o ex-chefe do Executivo e o empresário usaram documentos ideologicamente falsos para implantar um empreendimento imobiliário na propriedade do próprio agente público.

A dupla empregou recursos públicos em benefício particular e transformou uma área rural de baixo valor em área urbana. De acordo com o MP, a manobra ilegal gerou uma valorização estimada em mais de R$ 10 milhões.

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Indenização Coletiva e Prisão de Envolvido

A Justiça determinou o pagamento solidário de R$ 500 mil por danos morais coletivos. De acordo com o MP, um dos réus já cumpre prisão preventiva por descumprir ordens judiciais sobre a indisponibilidade de bens.

Desdobramentos da Operação Trem da Alegria

A Operação Trem da Alegria começou em fevereiro de 2024 para desarticular a organização criminosa em Guapé. As autoridades cumpriram mandados de busca, prisões, assim como afastamentos de cargos públicos.

A investigação soma oito fases operacionais com foco em crimes graves, por exemplo:

  • Corrupção passiva e peculato.
  • Lavagem de dinheiro e fraudes em licitações.
  • Falsidade ideológica, associação criminosa e embaraço às investigações.

Esta é a segunda condenação obtida pelo MPMG na mesma operação. As autoridades mantêm outros processos em andamento no Poder Judiciário para reaver o patrimônio público lesado.