Sargento Elton afirma que Aliança pelo Brasil está baseado na família, nos bons costumes e tem um Deus como meta

O Aliança pelo Brasil — partido que o presidente Jair Bolsonaro quer criar — já recebeu 120 adesões em três dias, em Divinópolis, para a formação da legenda. As “fichas de apoiamento” já foram encaminhadas para representantes em esfera estadual.

Responsável pela mobilização na maior cidade do Centro-Oeste, o vereador Sargento Elton (Patriota) disse que a meta é conseguir duas mil fichas com autenticação em cartório até o dia 29 de fevereiro. Para viabilizar o partido são necessárias 492 mil assinaturas em todo o país.

Para valer na Justiça Eleitoral, as assinaturas devem ser protocoladas em um cartório eleitoral e aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A orientação do Aliança é para que esses apoiadores autentiquem as fichas em um cartório de registro civil antes de levarem ao cartório eleitoral.

Na lista dos apoiadores de Divinópolis, está, segundo Sargento o nome do promotor aposentado, o advogado Expedido Lucas. Sem citar muitos nomes, destacou o perfil de empresário, de pessoas que apoiam a linha do conservadorismo.

O Aliança pelo Brasil nasce com a ideologia da extrema direita. Na palavra dos apoiadores “conservadorismo”. Questionado sobre o que entende por “conservador”, o mobilizador de Divinópolis afirmou:

“Não abre mão de princípios, da família, dos bons costumes e tem um Deus como meta”, declarou Sargento Elton.

O vereador afirmou que o partido terá como alicerce o tripé: Deus, pátria e família.

“Fazer uma pauta na ética, economia e moral”, completou.

Para Sargento, o conservadorismo não ameaça a democracia, descartando a possibilidade do regresso ao governo baseado no militarismo.

“Amamos a democracia e vamos continuar do mesmo jeito, mas temos um lado que preserva a moral a ética. A maioria da população brasileira é cristã. Só isso. Vamos manter do mesmo jeito, com legalidade, moral e ética”.

Eleições

Para participar das eleições municipais deste ano, o Aliança precisa que as assinaturas sejam validadas pelo tribunal eleitoral até abril. O próprio presidente Jair Bolsonaro disse que não iria se iludir com a criação da legenda dentro desse prazo e considerou ter apenas 1% de chance de o partido ser criado a tempo das eleições municipais.

Mesmo assim, o vereador, que é pré-candidato a prefeito, mantém a esperança. Ao PORTAL GERAIS, ele disse que as negociações continuam quentes para a formação da chapa majoritária local. Se declarando como “cabeça de chapa”, ele afirmou que as conversas com o deputado estadual, Cleitinho Azevedo (Cidadania) continuam.

O irmão do deputado, Eduardo Azevedo está filiado, atualmente ao Patriota e aparece ao lado de Sargento na mobilização pelo Aliança pelo Brasil. Ele já declarou ser pré-candidato a vereador.

 “O irmão do Cleitinho é evangélico, ele apoia as mesmas metas do Bolsonaro que é o que a gente pretende fazer na nossa cidade, enxugar a máquina, optar por ocupação técnica”, declarou.

Apesar de ter Eduardo no partido, a opção mais forte para compor chapa ou até ser “cabeça” é o outro irmão de Cleitinho, Gleidson Azevedo, ainda sem partido.

“O Cleitinho é um amigo nosso, estamos tentando chegar em um acordo para colocar a chapa na rua”, finalizou.