PCMG apreende medicamentos proibidos para emagrecimento em operação em Iguatama

Minas Gerais
Por -01/04/2026, às 10H36abril 1st, 2026

Polícia Civil apreende 96 frascos com medicamentos proibidos para emagrecimento durante operação em Iguatama; casal é investigado.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, na tarde desta terça-feira (31/3), a operação Slim Body no Centro de Iguatama, na região Centro-Oeste de Minas. Durante a ação, os policiais recolheram 96 frascos de medicamentos utilizados de forma irregular para fins de emagrecimento.

Conforme as investigações, os produtos circulavam sem autorização e sem comprovação de origem.

Denúncia levou polícia a esquema de venda e aplicação clandestina

As investigações começaram após o recebimento de uma denúncia que indicava a comercialização e aplicação clandestina de medicamentos para emagrecimento na cidade.

A partir disso, a Polícia Civil aprofundou os levantamentos e localizou os frascos suspeitos durante a operação.

Segundo a corporação, os produtos apreendidos continham tirzepatida e retatrutida, substâncias que não possuem registro no Brasil e que, por isso, são consideradas proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além da irregularidade sanitária, os investigados também não apresentaram notas fiscais, o que impediu a comprovação da procedência dos produtos.

Casal investigado por vender e aplicar substâncias proibidas

De acordo com a Polícia Civil, os levantamentos apontam que um homem de 28 anos e uma mulher de 44 anos atuavam diretamente na venda e na aplicação dos medicamentos.

Ainda conforme a apuração, o casal também divulgava os serviços por meio das redes sociais, o que pode ter ampliado o alcance da oferta irregular dos produtos.

Os dois acabaram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil, onde prestaram depoimento.

Delegado alerta para risco à saúde dos clientes

O delegado Emmanuel Robson Gomes destacou que a conduta investigada pode trazer consequências graves para quem se submete ao uso de substâncias sem controle sanitário. Além de não ter origem comprovada.

“A conduta dos investigados, além de configurar infração penal gravíssima, coloca em risco a saúde das pessoas que se submetem ao tratamento com medicação proibida e de origem clandestina”, afirmou.

Segundo ele, a venda e a aplicação de medicamentos sem autorização representam risco direto à saúde pública. Isso, principalmente quando envolvem substâncias que não passaram por regulação oficial no país.

Suspeitos podem responder por crime previsto no Código Penal

Se a investigação confirmar a autoria e a materialidade dos fatos, os suspeitos poderão responder pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração. Outra possibilidade: alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.

A conduta está prevista no artigo 273 do Código Penal, um dos dispositivos mais severos da legislação brasileira quando o caso envolve medicamentos irregulares ou clandestinos.

Agora, a Polícia Civil deve seguir com a análise dos materiais apreendidos e aprofundar a apuração sobre a origem e a distribuição dos produtos.