Polícia Militar (PM) afirma que homem apontou um revólver para os militares durante cumprimento de mandado; Policiais apreenderam arma e drogas
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) afirma que agiu em legítima defesa durante uma ocorrência que terminou com um homem de 34 anos morto, na manhã desta segunda-feira (7/9), em Itapecerica, no Centro-Oeste de Minas. Segundo a corporação, Guilherme Pereira da Silva teria apontado um revólver em direção aos militares durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.
De acordo com nota divulgada pela 7ª Região de Polícia Militar no início da noite desta segunda-feira, os policiais teriam dado ordem para que o homem largasse a arma. Ainda conforme a PM, ele teria mantido a ameaça.
Diante do que a corporação classificou como “iminência de injusta agressão”, os militares efetuaram disparos para contê-lo.
O homem acabou socorrido pelos próprios policiais e encaminhado para atendimento médico, mas morreu no hospital.
Arma e drogas apreendidas
A PM informou que, durante a ocorrência, os militares apreenderam um revólver calibre .32 com a numeração raspada, além de cinco munições.
Ainda de acordo com a corporação, os militares encontraram no imóvel uma pedra de crack e um cigarro de maconha.
A Polícia Militar informou que instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias da ocorrência.
- Supermercados de Minas Gerais crescem 3,12%
- Como justificar ausência no 1º turno das Eleições 2026
- Câmara de Nova Serrana elege Mesa Diretora para 2027
- Prefeitura reforça descarte correto de resíduos em chuvas
- Prefeita Janete Aparecida deixa o CTI e vai para o quarto

Família contesta versão da PM
A versão apresentada pela Polícia Militar se difere do relato feito anteriormente por familiares de Guilherme Pereira da Silva, de 34 anos, identificado pela família como o homem morto na ocorrência.
Segundo os familiares, Guilherme estava dormindo no quarto quando os policiais entraram na residência, no bairro Alto Alegre, para cumprir o mandado de busca e apreensão.
A família afirma que ele estava deitado na cama, não reagiu à abordagem e não estava armado. Conforme o relato dos familiares, os policiais teriam entrado do quarto e perguntado por drogas. Guilherme teria respondido que não estava com nenhuma.
A mãe, uma sobrinha, um sobrinho e a irmã de Guilherme estavam no imóvel no momento da ação. Eles afirmam ter acompanhado a abordagem.
Um familiar relatou ao PORTAL GERAIS que considerou a ação uma covardia e afirmou que, embora Guilherme tivesse, segundo a família, envolvimento com drogas, a ação policial deveria ser investigada.
A família também afirmou que pelo menos dois tiros atingiram Guilherme e que ele teria sido arrastado para fora da casa antes de ser levado pelos militares para atendimento médico.
Tumulto após a ocorrência
A PM informou que, durante a ocorrência, houve tumulto envolvendo familiares e outras pessoas.
Para controlar a situação, os militares utilizaram instrumentos de menor potencial ofensivo, entre eles granadas de efeito moral, segundo a corporação.
Investigação
A Polícia Militar instaurou procedimento para apurar os fatos.
A versão da PM aponta que os disparos ocorreram diante de uma ameaça armada e em legítima defesa. Já os familiares sustentam que Guilherme não estava armado e não ofereceu resistência.
O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes para esclarecer as circunstâncias da morte.






