#ficavitor: Declaração de Gleidson Azevedo contra a cassação de Vítor Costa provoca reação de Matheus Dias
A declaração do ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo em defesa do vereador Vítor Costa (PT) provocou mal-estar e abriu uma frente de desgaste com o vereador Matheus Dias (Avante) – até então considerado apoiador fiel. Isso porque Matheus foi o autor da denúncia que resultou no pedido de cassação de Vítor na Corregedoria de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal.
Ao publicar um vídeo nas redes sociais com a hashtag #FicaVitor, Gleidson afirmou que o parlamentar petista merece punição, mas não a perda do mandato. A fala, no entanto, desagradou Matheus Dias, que respondeu publicamente e questionou a postura do ex-prefeito.
Gleidson defende punição, mas rejeita cassação de Vítor Costa
No vídeo, Gleidson Azevedo afirmou que decidiu se manifestar por uma questão de justiça, mesmo reconhecendo divergências políticas com Vítor Costa ao longo do mandato.
Segundo ele, a conduta do vereador petista ao divulgar um print de uma conversa privada foi errada. Ainda assim, na avaliação do ex-prefeito, o caso não justifica cassação.
“A comissão de ética deve punir o Vítor, mas cassar não. Cassar é muita sacanagem”, afirmou Gleidson.
Além disso, o ex-prefeito reforçou que não considera correto retaliar adversários políticos apenas por divergências ideológicas.
“Independente da ideologia, independente da polarização que está acontecendo no Brasil, a gente tem que ser justo”, disse.
A manifestação chamou atenção principalmente porque Gleidson construiu sua trajetória política em campo oposto ao do PT e, por isso, o gesto em favor de Vítor gerou forte repercussão.
Matheus Dias reage e cobra coerência de Gleidson
A resposta de Matheus Dias veio logo depois. Em vídeo publicado nas redes sociais, o vereador do Avante demonstrou incômodo com o posicionamento do ex-prefeito e afirmou que não recebeu a mesma solidariedade em episódios anteriores.
Segundo Matheus, ele próprio já enfrentou pedido de cassação, representações na Corregedoria, além de ameaças e perseguições políticas, sem que Gleidson se manifestasse em sua defesa.
“Várias pessoas estão me perguntando se eu vou falar alguma coisa. E eu tirei algumas conclusões”, afirmou Matheus.
Na sequência, ele relembrou episódios em que se sentiu isolado politicamente e sugeriu que a fala de Gleidson em favor de Vítor Costa não ocorreu por acaso.
Matheus sugere cálculo político por trás do apoio
Além da crítica direta, Matheus Dias também levantou suspeitas sobre o pano de fundo político da manifestação de Gleidson. Segundo ele, o gesto do ex-prefeito pode ter relação com a movimentação de forças para as próximas eleições.
Na avaliação do vereador, a aproximação entre Gleidson e a secretária nacional do PT Gleide Andrade teria um objetivo eleitoral e poderia atingir a deputada estadual Lohanna França (PV), com quem o ex-prefeito teria atritos políticos.
“A política é isso”, disse Matheus ao sugerir que o apoio pode fazer parte de uma estratégia para enfraquecer adversários.
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Entenda o pedido de cassação contra Vítor Costa
O vereador Vítor Costa (PT) se tornou alvo de um pedido de cassação após publicar, nas redes sociais, um print de uma conversa de um grupo privado de WhatsApp formado por vereadores.
A mensagem original surgiu em 5 de março de 2025, durante uma discussão interna sobre a Campanha da Fraternidade. Na ocasião, um parlamentar questionou se todos os vereadores haviam sido convidados para uma coletiva de imprensa sobre o tema.
Posteriormente, ao comentar nas redes sociais a Campanha da Fraternidade de 2026, que aborda a questão da moradia, Vítor Costa usou o print da conversa. No entanto, a imagem publicada não mostrava nome, foto ou qualquer identificação direta do autor da mensagem.
Mesmo assim, o vereador Matheus Dias assumiu posteriormente a autoria da fala e decidiu protocolar a representação na Câmara.
Matheus aponta quebra de decoro e exposição indevida
Na denúncia apresentada à Corregedoria de Ética e Decoro Parlamentar, Matheus Dias sustenta que Vítor Costa violou a confiança entre parlamentares ao divulgar uma mensagem de um grupo privado.
De acordo com o documento, a publicação gerou exposição indevida de conversa interna e poderia provocar reflexos negativos no campo religioso e institucional.
Segundo Matheus, a situação ganhou dimensão ainda maior porque ele integra a Comunidade Católica Missão Maria de Nazaré e atua em comunhão com a Igreja Católica.



