Investigação da Polícia Civil localiza veículo em Perdigão com auxílio de inteligência artificial e aponta autoria de crime de trânsito.
A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o suspeito de atropelar e matar o ciclista Bruno Barbosa em Divinópolis. Conforme o delegado Wesley Castro, os primeiros levantamentos apontam que o homem, de 33 anos, possui um histórico de uso imoderado de bebidas alcoólicas e também de acidentes de veículo.
A equipe policial localizou o automóvel utilizado no crime na cidade de Perdigão, após aplicar técnicas de inteligência artificial e análise de vínculo para descobrir a placa do carro.
De acordo com o delegado, a investigação começou logo no sábado (20/6), data do acidente, quando a polícia tomou conhecimento dos fatos. Os agentes iniciaram as primeiras diligências com a obtenção de imagens de câmeras perto do local do acidente e mapearam os pontos conexos ao crime.
Além disso, a equipe realizou novas buscas no domingo. Já na segunda-feira, os policiais receberam a informação de que o veículo estava em Perdigão.
O uso de inteligência artificial e a localização do carro
A princípio, as primeiras imagens do veículo apresentavam uma qualidade aquém do necessário. Por isso, os policiais empregaram softwares de inteligência artificial aplicada à investigação para obter parte da placa. Em seguida, através de técnicas de análise de vínculo, os agentes descobriram o restante da numeração e chegaram até um senhor de 65 anos de idade, proprietário da Fiat Toro branca.
Posteriormente, a equipe iniciou diligências na região e descobriu que o idoso não tinha o perfil de quem praticou o crime. Contudo, o filho dele, de 33 anos, preenchia os requisitos devido ao histórico de acidentes e consumo de álcool.
Os policiais foram até a residência do suspeito e, por cima do muro, encontraram o veículo com avarias idênticas às demonstradas pela perícia do local. O carro apresentava marcas de aborramento no lado frontal do passageiro, marcas de pneu compatíveis com a largura do pneu da bicicleta e carenagem correspondente. Igualmente, os agentes identificaram restos de tinta com as cores da bicicleta no automóvel.
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Ainda de acordo com delegado Wesley Castro quando os policiais chegaram na casa onde está o veículo, o suspeito havia fugido.
“O investigado já já havia saído do local. Enquanto a polícia civil realizava os trabalhos ali os advogados dele chegaram e disseram que ele já havia evadido do local e que se apresentaria posteriormente à polícia civil”.
Suspeito se apresenta e presta depoimento no Departamento de Polícia
O suspeito se apresentou no 7º Departamento de Polícia acompanhado dos advogados.
Durante o depoimento, o suspeito manteve-se calado. A autoridade policial liberou o homem, pois a situação não preenchia as hipóteses de flagrante do Código de Processo Penal. Apesar disso, a Polícia Civil mantém as investigações para concluir o inquérito.
O delegado Flávio Destro detalhou a situação jurídica do caso:
“Ele fez uso da garantia constitucional de permanecer em silêncio e essa garantia precisa ser respeitada, porém a polícia civil tem condições, através de outras provas, que inclusive já estamos juntando ao inquérito policial, apurar a verdade dos fatos. O que a polícia civil busca e sempre buscará é a verdade dos fatos”, afirmou.
Conforme Destro, as investigações continuam e novas provas estão sendo buscadas.
“Porém, nós já reunimos provas importantes que já estão apontando a autoria, já estão apontando a materialidade e logo a gente espera que esse inquérito policial esteja concluído e remetido à justiça”, concluiu.
O acidente aconteceu no sábado (20/6) na BR-494 próximo à comunidade do Choro, zona rural de Divinópolis. Familiares e amigos estiveram na porta da delegacia e do departamento da Polícia Civil pedindo justiça.




