Investigação “Juros Sombrios” mira grupo que realizava empréstimos irregulares e ameaçava vítimas inadimplentes; vasta quantidade de eletrônicos foi apreendida.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quinta-feira (07/05), a Operação “Juros Sombrios” no município de Arcos. A ação visa desmantelar uma estrutura organizada suspeita de praticar crimes de usura (conhecida popularmente como agiotagem), extorsão e associação criminosa armada. Durante a ofensiva, os agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
Dinâmica do Crime e Coerção
As investigações, iniciadas após requisição do Ministério Público e registros de ocorrências, revelaram um esquema de concessão de crédito à margem da lei, focado especialmente em pessoas em situação de vulnerabilidade. O grupo aplicava juros abusivos e, em casos de atraso no pagamento, utilizava métodos violentos de cobrança.
Segundo a Polícia Civil, vítimas e familiares eram alvo de:
- Cobranças insistentes e intimidações;
- Ameaças para obtenção de vantagens econômicas indevidas;
- Uso de armas para coagir os devedores.
Muitas das vítimas, por temor de represálias, evitavam formalizar denúncias, o que dificultava o mapeamento completo do grupo. No entanto, a PCMG conseguiu reunir depoimentos, comprovantes bancários, áudios e mensagens que comprovam a prática ilícita.
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Apreensões e Prisão
Durante o cumprimento dos mandados, uma mulher de 44 anos foi presa em flagrante pelo crime de resistência. Além da prisão, as equipes recolheram um grande volume de material tecnológico que servirá para a extração de dados:
- 14 aparelhos celulares;
- 12 notebooks;
- 05 tablets;
- Pen drives e carregadores diversos.
Visto que o material apreendido é vasto, a perícia trabalhará agora para identificar o fluxo financeiro do esquema e a participação de outros envolvidos. Consequentemente, a operação busca não apenas punir os responsáveis, mas encorajar outras possíveis vítimas a procurarem as autoridades. Por outro lado, as investigações prosseguem em sigilo para garantir a completa elucidação do caso em Arcos e região.



