Investigação aponta que Marcelo Cândido Júnior, de 27 anos, foi atraído por “falsa entrega” e executado devido a rivalidade entre gangues.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito policial que investigava o assassinato de Marcelo Cândido Júnior, de 27 anos, ocorrido em maio de 2025, no bairro Ipiranga, em Divinópolis. O trabalho investigativo resultou no indiciamento de dois homens por homicídio duplamente qualificado. Um dos suspeitos, apontado como o executor direto de 26 anos, teve o mandado de prisão preventiva cumprido dentro do sistema prisional, onde já estava detido por outros crimes.
Falsa entrega e execução à queima-roupa
De acordo com os relatórios de inteligência da PCMG, o crime foi praticado com extrema violência e de forma premeditada. No dia do atentado, Marcelo estava no interior de sua residência quando o executor chegou ao endereço e simulou a entrega de uma encomenda para fazê-lo ir até o portão. Assim que a vítima se expôs em via pública, o criminoso sacou a arma e efetuou múltiplos disparos à curta distância, fugindo logo em seguida em uma motocicleta. Laudos periciais confirmaram que o jovem foi atingido gravemente na região do rosto e do crânio.
A elucidação do caso contou com o recolhimento de denúncias, análise detalhada de imagens de câmeras de segurança do perímetro e depoimentos de testemunhas. A autoridade policial detalhou a dinâmica que motivou a execução do rapaz:
“Segundo as investigações, o crime teria acontecido e sido motivado porque a vítima foi vista na companhia de desafetos desses dois envolvidos, desses dois autores, tanto do autor executor quanto do mandante, e isso então motivou a prática do presente crime”, explicou o delegado responsável pelo caso.
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Indiciamento e situação dos envolvidos
A apuração apontou que a morte foi decorrência direta de conflitos entre facções criminosas rivais na região Centro-Oeste do estado. Marcelo passou a ser considerado um alvo do grupo após ter sido avistado na companhia de integrantes de uma gangue opositora no dia anterior ao crime.
O executor direto do homicídio havia sido preso em flagrante pela Polícia Militar em setembro do ano passado pelo crime de tráfico de drogas, permanecendo atrás das grades desde então. Com o encerramento do procedimento, ele e o mandante foram indiciados por homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Por fim, os autos processuais foram formalmente remetidos ao Poder Judiciário e ao Ministério Público de Minas Gerais para o oferecimento da denúncia criminal.



