Polícia Militar prende 432 autores de violência doméstica em Minas durante Agosto Lilás

Minas Gerais
Por -03/09/2025, às 11H56setembro 3rd, 2025
pmmg polícia militar
Foto meramente ilustrativa (Divulgação/PMMG)

Operação intensificou ações preventivas, visitas, palestras e prisões em todo o estado, com foco na proteção das mulheres.

Ao longo de agosto, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), por meio das Radiopatrulhas de Proteção à Mulher (RpPM), realizou cerca de 5 mil operações de prevenção à violência doméstica, resultando na prisão de 432 autores, sendo 198 por mandados de prisão e o restante em flagrante. No total, aproximadamente 3.600 pessoas foram abordadas.

A iniciativa integrou a Operação Agosto Lilás, que teve como objetivo reforçar o enfrentamento à violência contra a mulher e promover segurança e bem-estar à população mineira.

Além das prisões, as RpPM realizaram cerca de 1.400 visitas preventivas com base no Protocolo de Segunda Resposta, atenderam mulheres vítimas de violência e autores de crimes domésticos, distribuíram materiais educativos, participaram de 202 reuniões com órgãos da Rede de Enfrentamento e realizaram 677 palestras sobre o tema.

Segundo a chefe do Centro de Jornalismo Policial da PM, major Layla Brunnela, as prisões ocorreram em todas as 19 Regiões de Polícia Militar, com Belo Horizonte registrando o maior número, 32 detidos. Os mandados de prisão foram resultado de ação conjunta com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que analisou dados de indivíduos com histórico de violência doméstica.

“A Polícia Militar mantém um trabalho contínuo para proteção da mulher, intensificado em agosto. As prisões reforçam a necessidade de penalização dos autores e a conscientização sobre as consequências de suas ações”, afirmou a major.

O serviço de Prevenção à Violência Doméstica (PVD) da PM, ativo desde 2010, atua em 172 municípios de forma fixa, enquanto outros municípios são atendidos por radiopatrulhas capacitadas. “Com presença ostensiva em todo o estado, a PM é a principal porta de entrada das ocorrências de violência doméstica. Toda a tropa é treinada para acolhimento das vítimas e atendimento qualificado”, finalizou a major Brunnela.