Horário marca, segundo a tradição cristã, o momento da morte de Jesus na cruz
A celebração da Sexta-feira da Paixão acontece tradicionalmente às 15h por representar, segundo a fé cristã, o momento em que Jesus Cristo morreu na cruz.
A explicação foi dada pelo padre Adão, da Paróquia São Sebastião, em Leandro Ferreira, em entrevista ao Portal Gerais.
Celebração marca o ponto central da fé cristã
De acordo com o sacerdote, a data integra o Tríduo Pascal, período mais importante do calendário católico, que começa na Quinta-feira Santa e termina no Sábado Santo.
Além disso, a Sexta-feira da Paixão é o único dia do ano em que a Igreja Católica não celebra missa. No lugar da Eucaristia, os fiéis participam da Ação Litúrgica da Paixão do Senhor e da adoração da cruz.
Segundo o padre, o horário das 15h tem significado central. “Às três horas da tarde é o momento que o cordeiro de Deus […] se ofereceu em sacrifício por amor a todos e a cada um de nós”, explicou.
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Tradição reforça vivência do momento da crucificação
O padre Adão também destacou que a celebração não é apenas uma lembrança simbólica. “Celebrar não é relembrar um fato passado, celebrar é estar naquele fato salvífico”, afirmou.
De acordo com a tradição, Jesus foi crucificado ao meio-dia e morreu por volta das 15h. Por isso, a Igreja concentra nesse horário o principal rito da Sexta-feira Santa.
Ainda conforme o sacerdote, outras atividades realizadas ao longo do dia, como encenações e procissões, são consideradas expressões de piedade popular.
“O mistério é às três horas […] Às três horas nós estamos no calvário com o nosso Senhor”, disse.
Dessa forma, a celebração reúne os fiéis em um momento de silêncio, oração e reflexão sobre o sacrifício de Cristo durante a Semana Santa.



