Posso ser a segunda mulher em 200 anos eleita ao Senado por Minas, diz Marília Campos em Divinópolis

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Por -08/08/2026, às 18H08agosto 8th, 2026
PORTAL GERAIS

Pré-candidata ao Senado pelo PT participou de agenda em Divinópolis ao lado de Patrus Ananias e falou sobre desenvolvimento regional


Heloisa De Totoli

Em visita a Divinópolis, neste sábado (8/8), a candidata ao Senado pelo PT, Marília Campos, destacou a representatividade feminina na política e disse que tem grandes chances de se tornar a segunda mulher eleita senadora por Minas Gerais em 200. Marília tem liderado pesquisas de intenção de votos. Ela cumpriu agenda no município ao lado do candidato ao Governo de Minas, Patrus Ananias.

Inicialmente, Marília destacou o papel de Divinópolis como polo regional. Além disso, citou investimentos do governo federal na cidade e afirmou que pretende fortalecer a autonomia dos municípios.

Marília quer fortalecer municípios

Segundo a pré-candidata, o Senado deve atuar na defesa das demandas municipais. Nesse sentido, ela afirmou que pretende aproximar o mandato das prefeituras e buscar recursos para promover o desenvolvimento local e regional.

“Eu, como pré-candidata ao Senado por Minas Gerais, carrego a minha trajetória que é defender os municípios no Senado Federal, defender a autonomia dos municípios e, com isso, levar desenvolvimento local e regional.”

Além disso, Marília citou demandas que, segundo ela, aparecem em diferentes regiões de Minas Gerais. Entre elas estão problemas relacionados à água, estradas, saúde e educação.

Por isso, a pré-candidata defende uma atuação articulada entre os municípios e as demais esferas de governo.

Nesse contexto, Marília afirmou que percorreu diferentes regiões do estado desde que deixou a Prefeitura de Contagem. Segundo ela, já percorreu cerca de 40 mil quilômetros e visitou mais de 200 cidades.

“Portanto, o primeiro passo foi dado, que é conhecer as realidades regionais. E o meu compromisso com todas essas realidades é lutar para que o desenvolvimento chegue lá.”

Representatividade feminina

Além das demandas municipais, Marília colocou a participação feminina na política entre as prioridades de sua pré-candidatura.

Durante a entrevista, ela destacou que Minas Gerais elegeu apenas uma mulher para o Senado ao longo de 200 anos. Por isso, considera a possibilidade de chegar à Casa como uma oportunidade para ampliar a representação feminina.

A única mulher titular eleita senadora por Minas Gerais na história foi Júnia Marise, que exerceu o mandato entre 1991 e 1998

“Isso significa que não só nós estamos mais fortalecidas aqui enquanto mulheres e lideranças femininas, como também nós seremos capazes de inspirar que mais mulheres ocupem todos os espaços que elas quiserem estar.”

Ao mesmo tempo, Marília afirmou que pretende defender políticas de combate à violência contra as mulheres e de promoção da igualdade entre homens e mulheres.

Além disso, ela destacou a importância de ampliar a presença de mulheres e pessoas negras nos espaços de decisão.

Pesquisas

Marília também comentou o desempenho nas pesquisas de intenção de voto para o Senado. Os levantamentos citados durante a entrevista colocam a pré-candidata entre os nomes mais bem posicionados na disputa.

Diante disso, ela afirmou que encara os resultados como um sinal de reconhecimento de sua trajetória política. No entanto, ressaltou que pretende manter a agenda pelo estado.

“E esse primeiro momento de largada, eu largo com força e quero chegar até o final com a vitória, que é o reconhecimento de Minas Gerais em relação à nossa capacidade e o nosso compromisso com o povo de Minas Gerais.”

Desigualdade entre regiões

Outro tema abordado por Marília foi a desigualdade social e econômica entre as regiões mineiras.

Nesse sentido, ela citou o Vale do Jequitinhonha, o Vale do Mucuri, o Norte de Minas e a Zona da Mata como áreas que enfrentam dificuldades relacionadas à pobreza e à falta de infraestrutura.

Entretanto, a pré-candidata ressaltou que os problemas não se concentram apenas nessas regiões. Segundo ela, algumas cidades de áreas consideradas mais estruturadas também enfrentam situações de desigualdade.

Por isso, Marília defendeu um mapeamento das diferentes realidades do estado para direcionar políticas públicas de acordo com as necessidades de cada município.

“Então, nós vamos ter que fazer esse mapeamento para que a gente consiga reduzir a pobreza, garantindo mais desenvolvimento local e regional.”

Assim, a pré-candidata afirma que pretende levar ao Senado uma atuação voltada à defesa dos municípios, ao desenvolvimento regional e à ampliação da participação feminina na política.