Preço da cesta básica cai em 24 capitais brasileiras, aponta pesquisa da Conab e Dieese

Minas Gerais
Por -10/12/2025, às 07H32dezembro 10th, 2025
cesta básica divinópolis
Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

São Paulo segue com o valor mais alto, enquanto Aracaju registra o menor custo médio em novembro.

Os preços dos alimentos que compõem a cesta básica caíram em 24 capitais brasileiras em novembro, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

De acordo com o presidente da Conab, Edegar Pretto, o cenário é reflexo da maior safra agrícola da história do país, que tem resultado em produtos mais baratos e de melhor qualidade para o consumidor.

As maiores reduções ocorreram em Macapá (-5,28%), Porto Alegre (-4,10%), Maceió (-3,51%), Natal (-3,40%) e Palmas (-3,28%). Já Rio Branco (0,77%), Campo Grande (0,29%) e Belém (0,28%) registraram aumento nos preços.

Os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 538,10), Maceió (R$ 571,47), Natal (R$ 591,38), João Pessoa (R$ 597,66) e Salvador (R$ 598,19). São Paulo lidera como a capital mais cara, com média de R$ 842,26, seguida por Florianópolis (R$ 800,68), Cuiabá (R$ 789,98), Porto Alegre (R$ 789,77) e Rio de Janeiro (R$ 783,96).

Em São Paulo, uma cesta básica compromete 59,91% do salário mínimo líquido, exigindo 121 horas e 55 minutos de trabalho para aquisição. Em Aracaju, o comprometimento é de 38,32%, com 77 horas e 59 minutos de trabalho.

Entre os produtos com maior queda de preço estão o arroz agulhinha, que apresentou recuo de 10,27% em Brasília; o tomate, com redução em 26 capitais chegando a -27,39% em Porto Alegre; o açúcar e o leite integral, ambos mais baratos em 24 capitais devido ao aumento da oferta e à menor demanda.

O café em pó também apresentou queda em 20 capitais, com destaque para São Luís (-5,09%), Campo Grande (-3,39%) e Belo Horizonte (-3,12%). Segundo o governo, a boa produtividade das lavouras e a lentidão nas negociações das tarifas americanas contribuíram para o recuo.