Prefeita propõe terceirizar Serviço Municipal do Luto em Divinópolis

Minas Gerais
Por -10/04/2026, às 15H49abril 14th, 2026
Assessoria/SINTRAN

Projeto altera Lei Orgânica e permite gestão indireta dos serviços funerários

A prefeita Janete Aparecida Silva iniciou o processo para permitir a terceirização do Serviço Municipal do Luto em Divinópolis. A proposta já tramita na Câmara Municipal de Divinópolis e deve gerar debate entre vereadores e população.

Proposta altera Lei Orgânica

A chefe do Executivo enviou a Proposta de Emenda à Lei Orgânica 01/2026. Além disso, o texto modifica o inciso XII do artigo 11, que atualmente define como responsabilidade exclusiva da Prefeitura a administração dos cemitérios e serviços funerários.

Com a mudança, o município mantém os serviços, porém passa a permitir a atuação de empresas privadas sob fiscalização do poder público. Dessa forma, a retirada do termo “exclusiva” abre espaço para a terceirização.

Justificativa da Prefeitura

Na justificativa do projeto, a prefeita argumenta que a gestão indireta pode melhorar a prestação do serviço. Segundo o texto, a administração pública pode delegar a execução a terceiros, desde que mantenha fiscalização direta.

“A centralização e concentração do serviço público nem sempre coincide com a melhor forma de prestação deste, quando se vislumbra a possibilidade de delegação a terceiro que, sob fiscalização direta do Poder Público, titular do serviço, preste-o ao administrado [povo] com a necessária adequação, correção e modicidade”, afirma a justificativa.

Além disso, o documento reforça que a proposta busca permitir tanto a gestão direta quanto a indireta dos serviços funerários.

Estrutura atual do serviço

Atualmente, a Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos (Semsur) coordena o Serviço Municipal do Luto. Além disso, a Prefeitura administra dez cemitérios na cidade, incluindo unidades no Centro, Interlagos, Jusa Fonseca, Belvedere, Alvorada e Ermida.

O orçamento municipal prevê cerca de R$ 7 milhões para manutenção de cemitérios e velórios. No entanto, a taxa de conservação, paga por contribuintes, cobre esse custo. Em 2026, o valor da taxa é de R$ 111,07.

Tramitação na Câmara

A proposta foi lida em plenário na última terça-feira (07/04) e já entrou em tramitação. Para aprovação, o texto precisa passar por dois turnos de votação.

Assim, o projeto deve movimentar o debate público sobre a gestão dos serviços funerários no município.