Prefeito de Divinópolis afirma ter feito nova denúncia ao MP antes de deixar o cargo

Minas GeraisPolítica
Por -26/03/2026, às 14H20março 26th, 2026
Foto: Reprodução Redes Sociais

Gleidson Azevedo diz que protocolou nova representação; conteúdo ainda não foi divulgado

Na véspera de deixar o cargo, o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), informou que protocolou uma nova denúncia no Ministério Público de Minas Gerais. Pré-candidato, ele deixa o cargo nesta sexta-feira (27/3) para disputar um cargo nas eleições de 2026.

A informação foi publicada em seu perfil no Instagram, na tarde desta quinta-feira (26). Além disso, afirmou que apresentou a representação ao lado do advogado Fernando Henrique. No entanto, não detalhou o conteúdo nem o objeto da denúncia.

Denúncias anteriores durante a gestão

Ao longo do mandato, Gleidson Azevedo encaminhou outras representações ao Ministério Público. Nesse sentido, os casos envolveram principalmente o uso de recursos públicos e a execução de contratos administrativos.

Denúncia sobre recursos da cultura

O prefeito encaminhou à Polícia Federal denúncia relacionada ao uso de recursos da Lei Paulo Gustavo em 2023.

Na ocasião, ele e o então assessor especial Fernando Henrique indicaram a existência de um possível esquema de extorsão envolvendo verbas destinadas a projetos culturais. Conforme relataram, os suspeitos exigiam parte dos valores que seriam direcionados aos artistas e produtores como condição para liberar os recursos.

Com base nessas informações, a Polícia Federal deu início às investigações. Como desdobramento, a operação resultou na prisão de quatro suspeitos de participação no esquema em janeiro de 2024.

Operação “Ghost Machine” e investigação na Semsur

Posteriormente, outra denúncia contribuiu para a operação Operação Ghost Machine, realizada em março de 2026.

Nesse caso, o Ministério Público apura possíveis irregularidades em contratos da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur). Entre os pontos investigados, estão suspeitas de fraude em licitações, pagamentos indevidos e possível desvio de recursos públicos.

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, os contratos analisados somam cerca de R$ 37 milhões. Além disso, há indícios de pagamentos por serviços de máquinas que não teriam sido executados. Durante a operação, as equipes prenderam um ex-secretário municipal e empresários ligados aos contratos.

Nova representação

Agora, ao anunciar uma nova denúncia, Gleidson Azevedo amplia a sequência de representações feitas durante sua gestão.

Até o momento, o Ministério Público de Minas Gerais não divulgou informações sobre o conteúdo da nova denúncia nem comentou oficialmente o caso.