Com empréstimo de R$ 50 milhões aprovado, Município foca na estruturação técnica da contratação; complexidade da obra exige novos estudos da Controladoria
A ponte que ligará a região o aeroporto de Divinópolis até o Hospital Universitário (HU), com acesso direto à BR-494, continua sem previsão para sair do papel. Em nota publicada, nesta sexta-feira (26/6), a prefeitura detalhou o andamento das etapas técnicas e administrativas para viabilizar a construção da travessia que ligará os bairros Maria Peçanha ao Realengo.
A consolidação dessa infraestrutura de mobilidade urbana tornou-se mais urgente. No último dia 16 de junho de 2026, o Hospital Regional começou a funcionar oficialmente como Hospital Universitário Federal, sob a gestão da UFSJ e do Ministério da Educação, o que aumentará consideravelmente o fluxo de pacientes, ambulâncias, estudantes e trabalhadores na região.
A fase atual do projeto
Atualmente, o foco da Administração Municipal está na definição do formato jurídico e técnico ideal para lançar a nova licitação. Por meio da Controladoria Geral do Município e de equipes de engenharia, a prefeitura avalia qual instrumento legal dará mais segurança ao processo. A medida ocorre após as tentativas de licitações serem classificadas como “fracassadas”. As empresas não atendiam as condições técnicas e financeiras exigidas.
Entre as alternativas que estão sendo estudadas no momento, destacam-se:
- A realização de um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI);
- Outros mecanismos previstos na Nova Lei de Licitações (Lei Federal nº 14.133/2021) que garantam ampla concorrência e rigor na fiscalização.
Recentemente, ainda em 2026, o município buscou apoio técnico de instituições de ensino superior, chegando a dialogar com a Universidade Federal de Viçosa (UFV). No entanto, após análise das equipes locais, a proposta da instituição não apresentou o nível de respaldo necessário para as exigências específicas e a complexidade que a engenharia da ponte demanda.
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Histórico da captação e desafios anteriores
O planejamento para a construção da ponte arrasta-se devido a exigências burocráticas e reprovação de empresas em etapas anteriores. Entenda a linha do tempo do projeto:
Dezembro de 2024: A Câmara Municipal aprovou o empréstimo de R$ 50 milhões para financiar a execução da obra.
Ano de 2025 (Garantia e Licitação Fracassada): O Município passou cerca de um ano em negociações para obter a garantia da União ao empréstimo, visando reduzir os juros da operação. No mesmo ano, uma licitação própria foi lançada, mas terminou fracassada: nenhuma das 17 empresas participantes conseguiu comprovar a qualificação técnica exigida no edital.
Conforme a Prefeitura de Divinópolis, por se tratar de um empreendimento de grande porte, todas as decisões atuais estão sendo tomadas de forma rígida para evitar novos atrasos contratuais. Além disso, para garantir que a estrutura seja entregue com segurança e qualidade.
“Para a população que dependerá do acesso ao novo polo de saúde do Centro-Oeste”, finaliza a nota.




