Presidente da Câmara de Carmo da Mata é condenado por peculato em processo do Ministério Público

Política
Por -16/03/2026, às 09H16março 16th, 2026
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Foto: Divulgação/Câmara de Carmo da Mata

Presidente da Câmara de Carmo da Mata e ex-tesoureirocondenados a quatro anos de prisão por peculato após fraude em licitação e desvio de dinheiro público.

O atual presidente da Câmara Municipal de Carmo da Mata, Antônio Claret Pereira, foi condenado a quatro anos de reclusão, em regime semiaberto, e 20 dias-multa pelo crime de peculato. Houve a condenação também do ex-tesoureiro do município pelos mesmos crimes.

De acordo com denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), entre 2005 e 2012 os dois teriam atuado em conjunto para fraudar licitações e desviar recursos públicos do município.

Conforme o processo, o esquema envolvia emissão de notas fiscais por serviços de segurança desarmada. Os supostos prestadores nunca realizaram os servicos à prefeitura.

O tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) após análise de recurso apresentado pelos réus confirmou a condenação.

Afastamento anterior do cargo público

Em 2017, Antônio Claret Pereira ocupava o cargo de controlador-geral do município de Carmo da Mata. Na época, ele ficou afastado do cargo por decisão judicial, também a pedido do Ministério Público, em um processo relacionado a improbidade administrativa.

Ex-presidente da Câmara também condenado

Em outro processo, o Ministério Público obteve na Justiça a condenação do ex-presidente da Câmara Municipal Leonardo Rodrigues Almeida, conhecido como Tio Léo.

Ele recebeu condenação a dois anos de detenção em regime aberto pelo crime de fraude em licitação. Contudo, houve a substituição da pena por prestação de serviços à comunidade e pagamento de um salário-mínimo.

Segundo a denúncia do MPMG, no final de 2012, quando presidia a Câmara, ele frustrou o caráter competitivo de uma licitação para contratação de serviço de assessoria jurídica, com o objetivo de beneficiar um escritório de advocacia específico.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais rejeitou o recurso apresentado pela defesa e manteve a condenação.

Perda de direitos políticos

Em 2018, pelo mesmo crime, Leonardo Rodrigues Almeida recebeu condenação de perda dos direitos políticos por três anos.

Além disso, ele e o escritório de advocacia contratado tieram que devolver parte do valor pago pela Câmara Municipal pela consultoria jurídica. Atualmente, a pena está em fase de execução.