Procon mira postos de combustíveis por aumento abusivo em MG

Minas Gerais
Por -19/03/2026, às 08H56março 19th, 2026
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Foto: Divulgação/MPMG

Procon-MPMG fiscaliza postos de combustíveis em Minas para apurar aumentos abusivos e garantir transparência nos preços.

O Ministério Público, por meio do Procon-MG, iniciou, nesta quarta-feira (18/3), uma operação de fiscalização em postos de combustíveis para apurar possível aumento abusivo dos preços em Minas Gerais (MG). A ação começou por estabelecimentos que praticam os maiores preços, com foco na transparência e na regularidade dos valores cobrados ao consumidor.

A iniciativa integra um movimento nacional de monitoramento do setor.

A fiscalização ocorre em conjunto com uma mobilização nacional liderada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, além da Secretaria Nacional do Consumidor e Procons de todo o país.

Ao mesmo tempo, o Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou a abertura de inquérito pela Polícia Federal para investigar possíveis crimes contra a ordem econômica e os consumidores.

Preços livres, mas aumentos têm limites

No Brasil, os preços dos combustíveis não são tabelados e seguem a lógica de livre concorrência. No entanto, isso não permite aumentos sem justificativa.

“O Procon-MPMG esclarece que, no Brasil, os preços dos combustíveis não são tabelados pelo Estado e, em regra, são formados em ambiente de livre concorrência. No entanto, isso não significa que os fornecedores possam promover aumentos arbitrários ou sem justificativa plausível. A legislação de defesa do consumidor veda a elevação de preços sem justa causa e a obtenção de vantagem excessiva. Por isso, reajustes expressivos ou repentinos podem, sim, ser objeto de apuração pelos órgãos de defesa do consumidor, sempre a partir da análise concreta de cada situação, sendo indispensável uma avaliação técnica que considere fatores como o custo de aquisição do combustível, os estoques, as despesas operacionais e as condições do mercado local”, afirma o coordenador do Procon-MPMG, promotor de Justiça Luiz Roberto Franca Lima.

Postos terão que apresentar documentos

Durante as fiscalizações, os estabelecimentos poderão ser notificados a apresentar documentos que comprovem a evolução dos preços.

Entre os itens exigidos estão:

  • notas fiscais de aquisição;
  • histórico de preços praticados;
  • custos operacionais.

Dessa forma, os fiscais poderão verificar se houve aumento justificado ou eventual elevação indevida da margem de lucro.

Irregularidades podem gerar punições

Caso seja identificado aumento incompatível com os custos ou aproveitamento indevido de situações de crise, os responsáveis poderão responder na forma da lei.

O MP pode ampliar a ação conforme os resultados das análises em andamento.

Consumidores devem denunciar

Conforme o Procon, consumidores devem acompanhar os preços e denunciar possíveis irregularidades.

As denúncias ajudam o poder público a agir com mais precisão, garantindo equilíbrio no mercado e proteção ao consumidor.