Candidato do PCB defende recomposição salarial e fortalecimento dos serviços públicos
O candidato ao Governo de Minas Gerais pelo PCB nas eleições de 2026, professor Túlio Lopes, colocou a valorização dos servidores e a defesa dos serviços públicos entre os principais eixos de sua candidatura. Em entrevista ao PORTAL GERAIS, nesta sexta-feira (28/8), ele afirmou que sua trajetória eleitoral também nasce da mobilização do funcionalismo estadual e destacou, entre essas lutas, o movimento que, segundo ele, impediu a privatização da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg).
Servidor público estadual e professor efetivo, Túlio argumentou que fortalecer o funcionalismo significa também melhorar o atendimento oferecido à população. Dessa forma, ele relacionou a valorização das carreiras públicas ao funcionamento de áreas como educação, saúde e segurança.
“Essa questão do serviço público é a prioridade número um”, afirmou.
Além disso, durante a entrevista, o candidato apresentou propostas relacionadas à educação pública, dívida de Minas, renúncias fiscais, mineração, redução da jornada de trabalho e política salarial. Também falou sobre o posicionamento do PCB e as diferenças que enxerga entre sua candidatura e outros grupos políticos.
Túlio defende recomposição salarial dos servidores
Entre as propostas, Túlio defendeu a recomposição salarial de acordo com a inflação. Ao mesmo tempo, afirmou que pretende discutir uma política permanente de valorização das carreiras do Estado.
Segundo o candidato, diferentes categorias do funcionalismo mineiro enfrentam defasagem salarial. Por isso, ele considera necessário combinar a recomposição das perdas com uma política de valorização profissional.
“Temos que garantir a recomposição de acordo com a inflação e pensar também em uma política salarial decente e valorização dos servidores”, declarou.
Além disso, Túlio criticou o Regime de Recuperação Fiscal. Na avaliação dele, as medidas previstas pelo modelo atingem o funcionalismo e podem refletir diretamente na prestação dos serviços à população.
Para o candidato, portanto, discutir a situação fiscal de Minas não pode significar reduzir investimentos em áreas essenciais ou limitar a valorização dos trabalhadores públicos.
- Viaduto do Esplanada terá interdição total nesta quinta-feira (10/9)
- VÍDEOS: suspeito armado entra em confecção e mata homem de 32 anos a tiros em Divinópolis
- Veja os candidatos a deputado federal pelo PRD nas Eleições 2026 em MG: nomes e números
- PM prende seis suspeitos e recupera 2 toneladas de fios em Divinópolis
- Passarela que ligará os bairros Icaraí e Lagoa dos Mandarins na MG-050 custará R$ 3,7 milhões
Mobilização contra privatização da UEMG é destacada pelo candidato
Ao explicar a origem de sua candidatura, Túlio deu destaque à mobilização dos servidores públicos. Nesse contexto, ele citou a luta contra um projeto que, segundo o candidato, estava relacionado à privatização da UEMG.
Túlio afirmou que a mobilização conseguiu impedir a medida. Além disso, segundo ele, o movimento contribuiu para ampliar investimentos na universidade e assegurar direitos aos servidores.
“Nós conseguimos evitar a privatização da UEMG, ampliar os investimentos na UEMG e garantir também direitos para o conjunto de servidores”, afirmou.
O candidato classificou o resultado como uma vitória da organização dos trabalhadores e relacionou essa experiência diretamente à decisão de disputar o Governo de Minas.
- Viu essa? Sem saber ler e escrever, idoso de 65 anos lança quarto livro em biblioteca de Nova Serrana
“Surge da luta dos servidores públicos e de uma vitória incontestável”, disse.
Assim, Túlio apresenta a defesa da universidade pública como parte de uma proposta mais ampla de fortalecimento das estruturas mantidas pelo Estado. Para ele, a mobilização que envolveu a Uemg também demonstra a capacidade dos servidores de interferir nas decisões políticas.
Educação pública e universidades estaduais
A educação também ganhou destaque durante a entrevista. Professor, Túlio defendeu o ensino público e gratuito, além da ampliação dos recursos destinados às universidades estaduais.
Nesse sentido, ele citou tanto a UEMG quanto a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). O candidato também defendeu o cumprimento de acordos firmados com docentes e a valorização dos profissionais que atuam nas instituições.
“Investir na educação é investir em segurança pública, é garantia da saúde, é garantia da formação humana”, disse.
Além disso, Túlio defendeu políticas voltadas à educação popular, de jovens e adultos, indígena e quilombola. Dessa maneira, ele argumentou que a política educacional precisa considerar diferentes realidades presentes em Minas Gerais.
- Viaduto do Esplanada terá interdição total nesta quinta-feira (10/9)
- VÍDEOS: suspeito armado entra em confecção e mata homem de 32 anos a tiros em Divinópolis
- Veja os candidatos a deputado federal pelo PRD nas Eleições 2026 em MG: nomes e números
- PM prende seis suspeitos e recupera 2 toneladas de fios em Divinópolis
- Passarela que ligará os bairros Icaraí e Lagoa dos Mandarins na MG-050 custará R$ 3,7 milhões
Renúncias fiscais e dívida de Minas
Questionado sobre como financiar suas propostas diante da situação financeira do Estado, Túlio defendeu mudanças nas prioridades do orçamento. Entre elas, propôs rever renúncias fiscais e realizar uma auditoria da dívida pública mineira.
Segundo o candidato, Minas possui capacidade econômica para ampliar os investimentos públicos. Entretanto, para isso, seria necessário modificar a destinação dos recursos e rever benefícios concedidos pelo Estado.
Além disso, Túlio defendeu uma discussão nacional sobre a dívida mineira, com participação do Governo Federal e do Congresso Nacional.
Para ele, a revisão da política fiscal permitiria direcionar mais recursos para serviços públicos, políticas sociais e valorização dos servidores.
Receba a notícia no seu celular. Participe do nosso grupo de WhatsAppMineração também aparece entre as propostas
Outro assunto apresentado durante a entrevista foi a mineração. Túlio defendeu mudanças na forma como Minas Gerais administra e aproveita economicamente suas riquezas minerais.
Segundo o candidato, o Estado precisa aumentar sua participação nos resultados produzidos pelo setor. Ao mesmo tempo, ele defendeu investimentos em ciência, tecnologia e industrialização.
A proposta, conforme explicou, seria reduzir a dependência da exportação de matérias-primas e ampliar a produção de mercadorias com maior valor agregado dentro do próprio Estado.
Nesse contexto, Túlio citou recursos como minério de ferro, lítio e terras raras. Para ele, essas riquezas precisam gerar mais desenvolvimento econômico e social para a população mineira.
Candidato defende redução da jornada sem corte salarial
A escala 6×1 e a jornada de trabalho também entraram na entrevista. Túlio se posicionou favoravelmente à redução da carga horária dos trabalhadores, desde que a mudança ocorra sem redução dos salários e sem retirada de direitos.
De acordo com o candidato, jornadas extensas reduzem o tempo disponível para convivência familiar, lazer, cultura, estudo e descanso. Por isso, ele argumentou que a discussão precisa considerar a qualidade de vida dos trabalhadores.
“Temos que debater ao mesmo tempo com a questão salarial uma redução de jornada de trabalho sem redução de salários e direitos”, afirmou.
Além disso, Túlio citou especialmente categorias como metalúrgicos e comerciários. O candidato também defendeu a discussão de uma política salarial que considere as características econômicas de Minas Gerais.
Receba a notícia no seu celular. Participe do nosso grupo de WhatsAppPCB busca aproximação com movimentos sociais
Túlio também falou sobre a estratégia política de sua candidatura. Segundo ele, o PCB pretende priorizar alianças com movimentos sindicais, populares, ambientais, culturais e da juventude.
“Nós procuramos uma aliança com os movimentos sindicais, populares, ambientais, da juventude, culturais”, afirmou.
Nesse ponto, Túlio estabeleceu uma diferença entre o projeto apresentado pelo PCB e a estratégia adotada pelo PT. Na avaliação dele, o Partido dos Trabalhadores busca, de maneira pragmática, alianças com partidos de centro.
O candidato afirmou, por outro lado, que pretende “resgatar os valores da esquerda” e construir sua campanha principalmente a partir da organização dos trabalhadores e dos movimentos sociais.
“Somos a maioria social, mas no campo da política somos a minoria política e precisamos reverter a situação”, declarou.
Dessa forma, Túlio argumentou que trabalhadores representam uma parcela majoritária da sociedade, porém ainda ocupam um espaço menor nas estruturas de decisão política.
Túlio relaciona candidatura à luta dos servidores
Ao falar sobre a disputa eleitoral, Túlio voltou a relacionar sua candidatura às mobilizações do funcionalismo público. Para ele, a experiência de organização dos servidores, inclusive no episódio envolvendo a Uemg, serve como base para o projeto apresentado pelo PCB ao Governo de Minas.
O candidato afirmou que pretende levar essa mobilização para as urnas e construir uma alternativa aos projetos políticos que classifica como de direita no Estado.
Além disso, reforçou que pretende manter diálogo permanente com servidores públicos, sindicatos e movimentos sociais e populares.


