Iniciativa pioneira oferece diagnóstico genético e acompanhamento familiar a pacientes do SUS em Minas Gerais
O “Programa de Avaliação de Predisposição Hereditária ao Câncer e Acompanhamento Familiar”, desenvolvido pela Associação de Combate ao Câncer do Centro Oeste de Minas (Acom) em parceria com a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) – Campus Dona Lindu, é finalista na 12ª edição do congresso Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC). A iniciativa concorre na categoria “Cuidado ao Paciente” do 2º Prêmio Merula Steagall, que acontece de 16 a 18 de setembro, em São Paulo.
O projeto atende famílias assistidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com suspeita de câncer hereditário na região centro-oeste de Minas Gerais, oferecendo diagnóstico e acompanhamento integral. A equipe é composta pela professora Dra. Luciana Lara dos Santos, oncologistas Dr. Neto Pereira e Dra. Fernanda Chaves, enfermeira oncologista Fabiana Castro, e conta com apoio de discentes da UFSJ.
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Segundo a Dra. Luciana, os pacientes com suspeita de Síndromes de Cânceres Hereditários são acolhidos por equipe multiprofissional, têm seus heredogramas elaborados, passam por consulta oncológica, aconselhamento genético e testes genéticos avançados. Até o momento, mais de 500 pacientes e 300 familiares foram avaliados, e todos com variantes patogênicas identificadas seguem acompanhamento clínico individualizado.
“O programa une assistência, ensino, pesquisa e extensão, promove campanhas educativas, monitora a adesão familiar ao cuidado e contribui para a formação de estudantes da saúde. Nas pesquisas, aprofundamos o conhecimento sobre a base molecular dos cânceres hereditários em Minas Gerais, identificando e avaliando variantes de significado clínico incerto, o que contribui para a melhoria dos laudos e da conduta clínica”, explica a professora.
O programa é totalmente financiado por projetos de pesquisa e extensão coordenados pela UFSJ e por doações captadas pela Acom. Funciona no Núcleo de Estudos e Pesquisa (NEP), no Centro Oncológico da Associação, e integra o Genoma SUS, maior projeto genômico do Ministério da Saúde.
“A iniciativa permitiu a ampliação do acesso a exames genéticos de alta complexidade e fortaleceu a linha de cuidado oncológico no SUS, com foco na prevenção efetiva, detecção precoce e tratamentos personalizados, aumentando as chances de cura”, detalha a enfermeira Fabiana Castro.
Além disso, o programa contribui para caracterizar o perfil molecular da população mineira, gerando dados regionais essenciais para compreender a epidemiologia local.
O Programa conta com apoio da CAPES e da FAPEMIG. Para o gerente geral da Acom, Igor Oliveira, o financiamento estratégico da ciência e pesquisa é fundamental para a saúde pública, permitindo a melhoria de tratamentos, o desenvolvimento de novas tecnologias e a formação de pesquisadores.
“Desde o início nós acreditamos nessa parceria e investimos nessa união. O Programa atua em Divinópolis e na região centro-oeste, atendendo pacientes do SUS com suspeita de síndromes de câncer hereditário, sem acesso à saúde suplementar. Para nós, é motivo de orgulho estar na final de um congresso tão importante, com um projeto pioneiro desenvolvido aqui, em Divinópolis”, conclui.



