Quem é Alison de Araújo Mesquita, suspeito de feminicídio no caso Henay Amorim

Minas Gerais
Por -16/12/2025, às 19H42dezembro 18th, 2025
alison de araújo mesquita
Foto: Reprodução Redes Sociais

Empresário de Belo Horizonte, Alison de Araújo Mesquita é investigado por feminicídio no caso da morte de Henay Amorim na MG-050; laudos indicam morte antes do acidente.

Alison de Araújo Mesquita, empresário, natural de Belo Horizonte, tornou-se o principal suspeito de feminicídio após a morte de Henay Amorim, de 31 anos, registrada inicialmente como um acidente de trânsito na MG-050, em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas. Ele tem dois filhos e mantinha um relacionamento com a vítima havia cerca de um ano.

A investigação conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais aponta que Henay já estava morta entre uma e duas horas antes da colisão. Os laudos indicam traumatismo craniano ou asfixia, com lesões na cabeça e no pescoço.

Empresário e histórico criminal

Alison possui histórico policial. Conforme registros oficiais, ele tem histórico por dois casos de embriaguez ao volante, em 2013 e 2016. Além disso, de uma ocorrência de violência doméstica em 2023.

Relacionamento marcado por violência

Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil relataram que o relacionamento era conturbado e marcado por agressões graves. Mesmo com orientações de familiares, Henay não chegou a registrar ocorrência formal contra o companheiro.

A briga mais recente começou ainda no sábado (13/12), durante uma festa. Em seguida, o casal foi para o apartamento onde morava, no bairro Nova Suíça, em Belo Horizonte. Nesse local, segundo a investigação, Alison teria batido o rosto da vítima contra a parede, provocando sangramento. A polícia encontrou sangue humano no imóvel, ainda em fase de confirmação pericial quanto à origem.

Depoimento e confissão de agressões

Em depoimento, Alison de Araújo Mesquisa confessou ter agredido Henay, especialmente com enforcamentos e pancadas na cabeça, mas negou que tenha provocado o acidente para ocultar o crime de feminicídio. Ele afirmou que o casal seguia para Divinópolis, onde a vítima buscaria algumas roupas, e que as discussões continuaram durante o trajeto.

Entre Belo Horizonte e o pedágio de Itaúna, ele relatou que o veículo parou duas vezes. Conforme a Polícia Civil, nas duas ocasiões, admitiu ter enforcado Henay e batido sua cabeça. Na segunda parada, ela teria desmaiado. Mesmo assim, ele seguiu viagem, passando pelo pedágio com a vítima desacordada no banco do motorista.

O médico-legista Rodolfo Ribeiro contestou a versão e indicou, a partir de laudos periciais, que a vítima já estava sem vida antes da colisão.

Imagens, necropsias e prisão no velório

Imagens de câmeras do prédio e do pedágio foram determinantes para a reviravolta no caso. Ao estranhar a situação, a operadora do pedágio ofereceu ajuda e acionamento da concessionária. Ele sinalizou como positivo, mas seguiu viagem. As imagens chegaram à família, que acionou a Polícia Civil.

Conforme a Polícia Civil, duas necropsias ocoreram: a primeira, quando a morte ainda era tratada como decorrente do acidente, e a segunda após os indícios de feminicídio. O corpo de Henay chegou a ser retirado do velório para novos exames. Alisson acabou preso por policiais durante o velório.

Relembre o caso da MG-050

O acidente ocorreu por volta das 6h05 de domingo (14/12), no km 90 da MG-050. O VW T-Cross cruzou a pista contrária em um trecho de curva e atingiu transversalmente um ônibus que seguia no sentido oposto. Henay morreu no local. Alison, de 43 anos, quebrou a clavícula. No hospital, recusou atendimento.

Alisson de Araújo Mesquita investigado por feminicídio

Por fim, a Polícia Civil reforça que o inquérito segue em fase de conclusão. A corporação analisa depoimentos, imagens, laudos periciais e o histórico do suspeito para definir a responsabilização criminal de Alisson de Araújo Mesquita, investigado por feminicídio no caso que chocou Minas Gerais.