Reajuste de medicamentos em 2026: preços podem subir até 3,81% a partir de abril

Saúde
Por -31/03/2026, às 16H14abril 1st, 2026
Joédson Alves/Agência Brasil

Aumento autorizado pela CMED começa a valer em todo o país

Os preços dos medicamentos no Brasil poderão sofrer reajuste de até 3,81% a partir desta terça-feira (1º de abril). A atualização foi autorizada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão ligado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A medida faz parte do reajuste anual previsto em lei, que define o teto máximo de aumento para os remédios comercializados no país.

Reajuste varia conforme nível de concorrência

De acordo com a CMED, o percentual não é único e depende do nível de concorrência de cada medicamento no mercado. Nesse sentido, os índices autorizados para 2026 são:

  • até 3,81% para medicamentos com maior concorrência
  • até 2,47% para medicamentos com concorrência intermediária
  • até 1,13% para medicamentos com baixa concorrência

Além disso, quanto maior a concorrência entre fabricantes (como no caso de genéricos) maior tende a ser o teto permitido, já que a disputa de mercado ajuda a conter os preços.

Aumento não é automático

Apesar da autorização, o reajuste não é obrigatório. Ou seja, as empresas farmacêuticas podem optar por aplicar o aumento total, parcial ou até mesmo não reajustar determinados produtos.

Por outro lado, na prática, o consumidor pode perceber a alta de forma gradual. Isso ocorre porque farmácias trabalham com estoques e os novos preços costumam ser repassados aos poucos.

Como é calculado o reajuste dos medicamentos

O cálculo do reajuste leva em consideração uma fórmula definida por lei, que inclui fatores como:

  • inflação medida pelo IPCA
  • custos de produção
  • produtividade da indústria
  • nível de concorrência no setor

Dessa forma, o objetivo é equilibrar o acesso da população aos medicamentos com a sustentabilidade do mercado farmacêutico.

Impacto no bolso do consumidor

Embora o teto autorizado chegue a 3,81%, especialistas apontam que o reajuste médio deve ficar abaixo disso, em torno de 2,2%.

Ainda assim, o aumento pode impactar principalmente quem faz uso contínuo de medicamentos. Por isso, a orientação é pesquisar preços entre diferentes farmácias e buscar alternativas, como genéricos.

Além disso, promoções e descontos oferecidos por redes farmacêuticas podem amenizar o impacto no orçamento.

Reajuste anual é regra no Brasil

O reajuste de medicamentos ocorre todos os anos, geralmente a partir de abril, conforme determina a legislação que regula o setor farmacêutico.

Nesse contexto, a CMED estabelece apenas o preço máximo permitido. Assim, os valores finais praticados no mercado podem variar conforme a estratégia de cada empresa.

Com informações da Agência Brasil