Ex-prefeito de Carmo do Cajuru critica a falta de respostas da Petrobras sobre a degradação ambiental em Ibirité
O ex-prefeito de Carmo do Cajuru, Edson Vilela, questionou a demora e a falta de soluções definitivas para a recuperação da Lagoa da Petrobras, em Ibirité, na Região Metropolitana. Diante desse cenário de paralisia, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) chegou a realizar uma nova visita técnica em abril desse ano.
Os parlamentares e lideranças se reuniram no Vertedouro, situado no Km 29 da Rodovia MG-040, em Ibirité, na divisa com Betim e Sarzedo. A fiscalização aconteceu para averiguar o estágio de degradação ambiental e cobrar providências urgentes da Copasa, da Semad e da Refinaria Gabriel Passos (Regap). Contudo, não houve medidas efetivas para solucionar o gargalo.
Projeto para a recuperação da Lagoa da Petrobras conta com caminhos tecnológicos
Com o propósito de salvar o manancial, o ex-prefeito relembrou sua participação ativa nas discussões legislativas. Vilela defende que o Ministério Público e a Petrobras firmem um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) imediatamente, pois estudos comprovam a viabilidade técnica de despoluição do espelho d’água. Em entrevista ao PORTAL GERAIS, Edson Vilela manifestou sua indignação com a falta de atitude dos gestores públicos e das empresas envolvidas.
O representante externou o seu posicionamento sobre o descaso com o ecossistema local e declarou textualmente:
“Entra mandato de governador, sai governador, entra presidente, sai presidente, Petrobras está ali, e não se busca uma solução. E já existe já uma solução tecnológica para isso, que eu já acompanhei com uma empresa do Rio Grande do Sul, que fez todo um trabalho, todo um estudo da Lagoa de Birité, e tem solução, tá certo? Então, nessa audiência, essa solução foi apresentada, o Ministério Público estava presente. Então, por que que não se resolve? Quais são os interesses que existem por trás aí, que as coisas não se resolvem, sendo que já existe uma solução para isso?”
O posicionamento, conforme o ex-prefeito reflete o cansaço da comunidade com as promessas não cumpridas ao longo dos anos. Por causa dessa inércia dos responsáveis, o ecossistema local continua sofrendo danos severos.
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Moradores exigem a recuperação da Lagoa da Petrobras contra avanço da poluição
A fiscalização da ALMG monitorou o avanço dos problemas estruturais que os órgãos ignoraram. No local, os presentes viram máquinas trabalhando ativamente na retirada dos aguapés, mas as expectativas foram frustradas pela lentidão das respostas da Petrobras e da Semad. Atualmente, os aguapés e o assoreamento comprometem 70% do espelho d’água.
Durante a vistoria, a equipe de fiscalização questionou se a Petrobras contratou efetivamente a empresa de consultoria Lev Brasil. Além disso, a licença de operação da Regap estabeleceu 65 condicionantes, mas a refinaria não apresentou evidências de cumpri-las. Diante disso, a comissão cobrou relatórios do projeto AquaSmart, conduzido em parceria com a UFMG, e questionou o andamento dos estudos de saúde dos moradores do entorno.




