Regional de Saúde de Divinópolis tem dois superintendentes nomeados em uma semana

Política
Por -06/11/2025, às 15H33novembro 10th, 2025
anderson roberto do amaral
Foto: Divulgação

Regional de Saúde de Divinópolis tem duas nomeações em menos de uma semana; Anderson assume posto-chave em plena discussão sobre a Regulação 4.0

A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Divinópolis registrou duas nomeações para o cargo máximo em menos de uma semana. A troca que ocorre em meio a implantação da Regulação 4.0 começou no último sábado (1/11), quando o Diário Oficial publicou a exoneração de Kênia Silveira Carvalho e nomeou o advogado e servidor da prefeitura de Bambuí, Rique Braher Lopes Soares.

Entretanto, Rique visitou a regional nesta semana e recusou o cargo, declinando da nomeação, antes mesmo de assumi-lo oficialmente.

Anderson Assume Posição Estratégica

Diante da recusa, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) nomeou, nesta quinta-feira (6/11), Anderson Roberto do Amaral como o novo Superintendente.

Anderson também presta serviços na área de saúde para a Prefeitura de Bambuí. Ele mora em Santo Antônio do Monte e já trabalhou em outras cidades do Centro-Oeste, como Cláudio, Araújos, além do município onde reside. Além delas, passou por Caeté e Medeiros.

Conforme apuração, ambos os nomes – Rique (que declinou) e Anderson – são indicações do prefeito de Bambuí, Firmino Júnior (Pode). Fontes próximas indicam que Firmino possui uma relação de proximidade com o Secretário de Governo do estado, Marcelo Aro.

Nova Gestão Encontra o Desafio da Regulação 4.0

Anderson assume o comando da SRS em um momento às transformações no sistema de saúde estadual: a implementação da Regulação 4.0.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) está promovendo uma modernização completa na regulação de urgência e emergência, incluindo o acesso a leitos hospitalares. O objetivo é aprimorar o processo, tornando-o mais ágil, transparente e eficiente. Contudo, a proposta tem gerado polêmica e críticas entre lideranças regionais. O modelo também encontra resistência de servidores das regionais, dentre elas, de Divinópolis.

Na prática, as atuais 13 Centrais Regionais de Regulação Assistencial, que utilizam o sistema SUS Fácil MG desde 2006, deixarão de existir. A regulação de internações e procedimentos de média e alta complexidade será centralizada em Belo Horizonte.

O Papel da Superintendência no Novo Modelo

O novo modelo prevê a criação de um complexo estadual de regulação sediado na capital. A SES-MG definiu que a interlocução regional ocorrerá justamente pelas Superintendências (como a de Divinópolis), assim como com Gerências Regionais de Saúde.

Portanto, Anderson assume uma função-chave: ele atuará como a ponte entre o novo sistema centralizado e as necessidades reais da macrorregião Centro-Oeste.

O formato inovador busca padronizar protocolos e integrar dados em tempo real. Além disso, o projeto prevê o uso de inteligência artificial, em parceria com o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN), referência nacional em soluções digitais para o SUS.