Ata registrada pelo Republicanos de Minas prevê candidatura própria ao governo, vice e Senado sem citar Cleitinho Azevedo após crise
O diretório estadual do Republicanos em Minas Gerais registrou, na madrugada desta quinta-feira (6/8), a ata da Executiva Estadual prevendo que o partido terá candidaturas próprias aos cargos de governador, vice-governador e senador nas eleições de 2026. 0 documento não cita nominalmente o senador Cleitinho Azevedo e nem outras lideranças políticas, após a crise instalada entre o parlamentar e o Republicanos nas últimas semanas.
Conforme aliados, Cleitinho segue, nos bastidores, como o principal nome da legenda para disputar o Palácio Tiradentes, caso a direção nacional reverta a decisão de barrar sua candidatura.
A ata, assinada pelo presidente estadual do partido, deputado federal Euclydes Pettersen, também estabelece que, caso o Republicanos não registre dois candidatos ao Senado, poderá declarar apoio a candidatos de outras legendas para a disputa.
Entenda a crise envolvendo Cleitinho e o Republicanos
A publicação da ata é mais um capítulo da crise iniciada em 29 de julho, quando o Republicanos Nacional e Estadual divulgou uma nota oficial informando que Cleitinho não seria o candidato do partido ao Governo de Minas. Na ocasião, a legenda alegou que o senador perdeu o “timing” para assumir a candidatura, afirmou que aguardou uma definição por meses e passou a sinalizar apoio ao então pré-candidato ao Senado, Marcelo Aro (PP), que posteriormente confirmou sua pré-candidatura ao governo estadual.
Horas depois da nota, Cleitinho reagiu em uma coletiva de imprensa realizada em Divinópolis. O senador contestou a versão apresentada pelo partido, afirmou que continuava pré-candidato ao governo ao lado do ex-prefeito de Patos de Minas, Luiz Eduardo Falcão, como vice, e atribuiu a demora para oficializar a candidatura ao período de luto pela morte do irmão, Matheus Azevedo.
Na ocasião, também declarou que não apoiaria outra chapa ao Governo de Minas caso sua candidatura não fosse confirmada, classificou como “conversa fiada” as informações de que teria desistido da disputa e afirmou esperar sensibilizar o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, para reverter a decisão.
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Reuniões e mudanças de posicionamento
No dia 30 de julho, Cleitinho se reuniu por mais de cinco horas com Marcos Pereira, em São José dos Campos (SP). Ao fim do encontro, não houve definição sobre a candidatura, e novas conversas foram anunciadas.
No dia seguinte, Pereira afirmou que o impasse seria resolvido, embora dissesse não saber qual seria o desfecho. Paralelamente, o presidente estadual do Republicanos, Euclydes Pettersen, adotou um discurso mais conciliador, reconhecendo que o período de luto vivido pelo senador contribuiu para a demora na definição.
Já em 4 de agosto, durante a Convenção Nacional do Republicanos, Cleitinho voltou a surpreender. Menos de 24 horas após gravar um vídeo ao lado de Marcos Pereira anunciando que não disputaria o governo devido ao momento de fragilidade emocional, o senador pediu publicamente à direção nacional que autorizasse sua candidatura.
Diante da Executiva Nacional, ele afirmou que tomou a decisão de desistir em um momento de vulnerabilidade provocado pelo luto e pediu uma oportunidade para disputar o Governo de Minas, dizendo que respeitaria qualquer decisão do partido.
Ata mantém indefinição
Apesar da nova ata registrada pelo Republicanos mineiro prever candidaturas próprias ao governo, vice-governo e Senado, o documento não define quem serão os candidatos da legenda. Nos bastidores, dirigentes estaduais ainda defendem que Cleitinho seja o nome do partido para disputar o Palácio Tiradentes, mas a decisão continua dependendo da Executiva Nacional.
Com o prazo eleitoral avançando, a definição sobre a candidatura do senador permanece como um dos principais impasses da sucessão estadual em Minas Gerais.





