Amanda Quintiliano

 

No ano passado 39 foram demitidos (Foto: Divulgação)

No ano passado 39 foram demitidos (Foto: Divulgação)

O Hospital São João de Deus demitiu mais de 20 servidores no final da tarde desta quarta-feira (08). Dentre os demitidos estão todos os coordenadores e supervisores de enfermagem. Na lista também estão outros setores atingidos. A quantidade, cargos e setores ainda não foram confirmados pela superintendência que tratou as demissões como um remanejamento de rotina.

 

Ao PORTAL, o assessor da empresa interventora Dictun, Geraldo Couto disse que o hospital está passando por adequações no quadro de pessoal. Afirmou que a unidade precisa, com a situação atual de 100% de ocupação, de profissionais dispostos “a entrar em ação”. Segundo ele, todas as mudanças feitas até o momento são para adequar ao novo padrão de exigência.

 

“O que está ocorrendo são remanejamentos, contratações, são pessoas que não têm perfil adequado que estão sendo substituídas. O hospital esta aumentando a capacidade, mais 30 leitos a partir de fevereiro e está vivo, muito vivo. O que ocorre é que às vezes há muito índio para pouco cacique ou muito cacique para pouco índio”, comentou.

 

O assessor não soube informar em números quantos foram demitidos, apenas confirmou a contratação de mais 18 profissionais ao longo dos últimos 30 dias.

 

“Não sei detalhes dessa parte operacional, estamos buscando novos profissionais que se adequem às novas exigências de qualidade, melhorias. O Hospital está com 100% de sua capacidade, precisamos de gente que entre em ação”, afirmou e completou: “Às vezes precisamos mais de técnicos de enfermagem para atender essa demanda do que muitos para supervisionar”.

 

Nesta quinta-feira (09) a superintendência deverá reunir a imprensa em coletiva para dar mais detalhes sobre o processo de remanejamento do hospital.

 

Sindicato

 

Até o momento, o Sindicato Profissional dos Enfermeiros e Empregados em Hospitais não foi comunicado oficialmente sobre os remanejamentos realizados hoje. A presidente da entidade, Denísia Aparecida da Silva disse que sabia que teriam mudanças, mas segundo ela, não foi informada de quais seriam e nem o dia.

 

“Sabíamos que iria haver demissões e remanejamento de trabalhadores. Mas, essas demissões não. Isso já é demissão em massa”, afirmou.

 

Em outubro do ano passado 39 funcionários foram demitidos, dentre eles estavam enfermeiros, técnicos de enfermagem, profissionais de serviço de higienização e limpeza e de nutrição e dietética.