Hospital de Divinópolis utiliza pela primeira vez no estado uma endoprótese TBE para tratar lesão na aorta causada por acidente de motocicleta
O Complexo de Saúde São João de Deus, em Divinópolis, realizou a primeira cirurgia de Minas Gerais com a endoprótese TBE (Thoracic Branch Endoprosthesis), tecnologia utilizada no tratamento minimamente invasivo de doenças complexas da aorta torácica. O procedimento ocorreu nesta semana e tratou um paciente que sofreu uma lesão traumática da aorta após um acidente de motocicleta.
Com isso, o hospital amplia a oferta de procedimentos cardiovasculares de alta complexidade em Minas Gerais. Além disso, a instituição passa a integrar o grupo de centros que utilizam a tecnologia no tratamento de doenças da aorta torácica.
Procedimento tratou lesão grave na aorta
Segundo o cirurgião vascular Dr. Gustavo Laranjo, o paciente apresentou uma lesão traumática de aorta grau III após o acidente.
“Este foi um caso de alta complexidade envolvendo um paciente vítima de um grave acidente de motocicleta, que apresentou uma lesão traumática de aorta grau III. Graças à disponibilidade da nova endoprótese TBE e ao trabalho integrado da nossa equipe, conseguimos realizar o procedimento com sucesso. O paciente encontra-se estável e em boa recuperação.”
Os cirurgiões vasculares Dr. Gustavo Laranjo e Dr. Robert Amorim conduziram a cirurgia. Além deles, profissionais da hemodinâmica, anestesiologia, enfermagem e outras áreas assistenciais participaram do procedimento.
Além disso, a GORE, empresa especializada em tecnologias para cirurgia vascular, forneceu suporte técnico internacional durante a realização da cirurgia.
Tecnologia permite procedimento menos invasivo
A endoprótese TBE representa uma alternativa para o tratamento de doenças que atingem a aorta torácica. Nesse contexto, a tecnologia permite preservar ramificações importantes das artérias durante o procedimento.
Dessa forma, a técnica utiliza uma abordagem minimamente invasiva, o que pode reduzir o trauma cirúrgico e favorecer a recuperação do paciente. Ao mesmo tempo, a utilização da tecnologia permite que equipes especializadas tratem casos complexos sem recorrer, em determinadas situações, a cirurgias abertas.
O coordenador da equipe de Cirurgia Vascular do São João de Deus, Dr. Robert Amorim, destacou a importância da realização do procedimento em Divinópolis.
“A realização da primeira cirurgia com a endoprótese TBE em Minas Gerais representa um marco para a medicina e reforça o protagonismo do Complexo de Saúde São João de Deus. Receber o suporte da equipe internacional da GORE demonstra a confiança na capacidade técnica da nossa instituição e de nossos profissionais.
Hoje, contamos com tecnologia de ponta e uma equipe altamente qualificada para tratar casos de grande complexidade, oferecendo aos pacientes acesso às terapias mais modernas. Agradeço à diretoria do hospital, à GORE e à nossa equipe de Cirurgia Vascular, que tornaram possível mais essa conquista para a saúde mineira e brasileira.”
Equipe recebeu treinamento especializado
Para realizar o procedimento, o hospital contou também com apoio técnico e treinamento especializado. A especialista norte-americana Hannah Wendorff, da GORE, participou da cirurgia e acompanhou a implantação da tecnologia.
Além disso, Fernanda Seabra, responsável pela Educação Médica da GORE no Brasil, acompanhou a ação e participou do processo de capacitação da equipe.
Segundo Fernanda Seabra, o procedimento representa um avanço na utilização da tecnologia no país.
“Hoje celebramos um importante avanço para a medicina brasileira com a realização do primeiro procedimento de Minas Gerais e o segundo do Brasil e da América Latina utilizando a endoprótese torácica ramificada TBE. Esse marco só foi possível graças à parceria entre a GORE, a Surgitec e a equipe de excelência do Complexo de Saúde São João de Deus, que demonstra um compromisso exemplar com a inovação, a segurança e o cuidado ao paciente. Nosso objetivo é ampliar o acesso a essa tecnologia e beneficiar cada vez mais pessoas.”
Por sua vez, Hannah Wendorff ressaltou a importância de participar do procedimento realizado em Divinópolis.
“Estou muito entusiasmada por fazer parte da equipe que está trazendo a tecnologia TBE para instituições médicas de excelência no Brasil. É uma honra estar ao lado da equipe do São João de Deus oferecendo treinamento e acompanhando a realização do primeiro procedimento com a TBE em Minas Gerais. Estamos confiantes de que essa inovação ampliará as possibilidades de tratamento e contribuirá para melhorar a vida de pacientes em todo o país.”
- Divinópolis abre processo seletivo para vaga de Agente Administrativo e Engenheiro
- Morre Erson Ribeiro, servidor público de Divinópolis
- Prefeitura e Copasa atuam em ocorrência após asfalto ceder na BR-494 em Divinópolis
- Jovem morre após ser baleado por policiais durante ocorrência em Itaguara
- Lohanna cobra respostas após bairros de BH ficarem mais de 10 dias sem água
Hospital investe em inovação e qualificação
De acordo com o São João de Deus, a realização do procedimento resulta de investimentos contínuos em infraestrutura, qualificação profissional e tecnologias voltadas à assistência de alta complexidade.
Nesse sentido, a gerente de Nefrologia e Hemodinâmica, Fernanda Freitas, também destacou a importância do procedimento para a instituição.
“O São João de Deus celebra mais um marco para a medicina mineira com a realização deste procedimento inédito em Minas Gerais. Fomos escolhidos como hospital modelo graças à excelência do nosso corpo clínico, especialmente da equipe de cirurgia vascular, e à qualidade dos nossos processos assistenciais.”
Assim, além de incorporar uma nova tecnologia, o hospital também amplia a capacitação dos profissionais envolvidos em procedimentos cardiovasculares complexos.
Tecnologia amplia acesso a tratamentos
Além do avanço tecnológico, o procedimento representa uma possibilidade de ampliar o acesso da população mineira a tratamentos cardiovasculares de alta complexidade.
Nesse contexto, a incorporação de novas tecnologias e a qualificação das equipes podem reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para grandes centros.
Com a realização da cirurgia, o hospital fortalece a estrutura de atendimento cardiovascular e passa a oferecer mais uma alternativa tecnológica para casos de alta complexidade.


