Secretaria de Saúde reforça prevenção contra doenças diarreicas e infecções transmitidas por água e alimentos

Minas Gerais
Por -26/07/2025, às 17H43julho 26th, 2025
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Estado já registrou mais de 386 mil casos de diarreia em 2025; SES-MG alerta para importância de higiene e ações integradas de vigilância

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) está intensificando as ações de prevenção contra as Doenças Diarreicas Agudas (DDA) e as Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA). Com foco em hábitos simples de higiene, o trabalho das equipes de saúde inclui não apenas o atendimento clínico, mas também campanhas educativas, análise de risco e resposta rápida a surtos.

Segundo João Pedro Evangelista, referência técnica da SES-MG no Programa de Vigilância das DDA e DTHA, medidas como lavar bem as mãos, consumir água tratada e higienizar frutas e verduras são essenciais no dia a dia. “As medidas mais simples são as mais eficazes”, afirma.

As DDA são causadas por vírus, bactérias ou parasitas, e se manifestam com fezes líquidas ou pastosas, em geral mais de três vezes ao dia, por até 14 dias. Crianças menores de 5 anos e idosos são os mais vulneráveis à desidratação. Só em 2025, Minas Gerais já notificou 386.447 casos nas unidades de saúde. Em 2024, foram 822.036 casos.

Já as DTHA ocorrem quando água ou alimentos contaminados são ingeridos. Gestantes, crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade merecem atenção especial. As infecções são comuns em locais com falhas na conservação dos alimentos e no fornecimento de água potável. Em 2023, foram 1.667 casos notificados; em 2024, o número já subiu para 5.823 casos.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito, incluindo hidratação com soro oral e internação em casos graves. “É importante estar atento a sinais como boca seca, olhos fundos e tontura. Ao menor agravamento, é fundamental procurar uma unidade de saúde”, alerta Evangelista.

Ações do Estado

A SES-MG promove capacitações, fornece apoio técnico e distribui materiais informativos, priorizando regiões de maior vulnerabilidade como o Jequitinhonha, Mucuri, Norte de Minas, Triângulo Mineiro e a Grande BH. Também orienta os municípios sobre protocolos de atendimento e notificação dos casos, o que permite detectar surtos, investigar fontes de contaminação e tomar decisões estratégicas na saúde pública.