Secretario assegura recursos para concluir ponte que leva nada a lugar nenhum

Obras estão paradas desde 2015 por falta de repasse; Mais de R$5 milhões já foram investidos

O secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Marco Aurélio Barcelos assegurou, nesta quinta (04), o repasse restante para conclusão do viaduto sobre o Complexo da Ferradura, em Divinópolis. Sem citar previsão, ele gravou um vídeo ao lado do deputado estadual, Cleitinho (cidadania) confirmando que conseguiu o recurso para viabilizar o encabeçamento “após entender a importância da obra”.

O contrato com a Lamar Engenharia, firmado em R$7,2 milhões, previa a ligação da MG-050, passando pelo Centro Industrial, no bairro Icaraí, pela DVL-120 até a AMG-345 de acesso a Carmo do Cajuru. Entretanto, as obras iniciadas em 2013 estão paradas desde 2015.

Já saíram dos cofres públicos cerca R$ 5,2 milhões e serão necessários mais R$ 2 milhões para o encabeçamento do viaduto. O valor pago, até o momento, é referente a parte da ponte já levantada e ao asfaltamento de 2,6km da rodovia DVL-120. O valor restante deverá ser repassado pelo Estado.

Acesso à UPA

A estrada interligará bairros tais como Jardim Candidés e Grajaú a outros como Davanuze e Santa Lúcia, assim como integrará a Rua Bom Sucesso. Além encurtar em 30km o percurso para escoamento da produção do Centro Industrial, o semi anel rodoviário seria um corredor importante para a própria comunidade facilitando, por exemplo, o acesso à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que fica no bairro Ponte Funda.

Licitação

Com as contas do município estranguladas, a assessoria afirmou, em agosto, que aguarda apenas a autorização do recurso por parte do Estado para a realização de uma nova licitação.

Na mira do MP

Em junho deste ano, o Ministério Público ajuizou três Ações Penais contra 16 pessoas acusadas de fraudarem a licitação da obra que inclui também a drenagem pluvial.

De acordo com a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Divinópolis, eles se juntaram para direcionar o processo licitatório aberto em 2013.

A obra ficou, segundo a denúncia, 6% – ou atualmente R$ 450 mil – mais cara do que a praticada pelo mercado.

Amanda Quintiliano

Amanda Quintiliano

Amanda Quintiliano é editora-chefe do Portal Centro-Oeste. Jornalista por formação e paixão. Curiosa, observadora e questionadora.

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