Categoria cobra proposta de reajuste e pode paralisar transporte coletivo já na próxima semana em Divinópolis
Os trabalhadores do transporte coletivo de Divinópolis mantiveram o indicativo de greve após a realização de uma segunda assembleia nesta sexta-feira (10). A decisão reforça o estado de mobilização da categoria diante da falta de proposta oficial por parte das empresas.
De acordo com o posicionamento do sindicato, a partir de segunda-feira (13), a categoria deve notificar formalmente as autoridades e empresas. Em seguida, será aberto um prazo legal de 72 horas. Caso não haja avanço nas negociações, os trabalhadores poderão aderir greve a partir de quinta-feira (16).
Categoria cobra reajuste e melhores condições
Os motoristas e demais trabalhadores reivindicam reajuste salarial, aumento no ticket de alimentação e melhorias no plano de saúde. Até o momento, no entanto, não houve apresentação de proposta oficial, o que intensifica o risco de paralisação.
Além disso, o impasse se arrasta desde o ano passado e reflete a insatisfação da categoria com as condições de trabalho e remuneração.
Prefeita Janete tenta intermediar negociação
Diante da possibilidade de greve, a prefeita Janete Aparecida Silva (AVANTE) participou de reunião com representantes da categoria e do consórcio responsável pelo transporte. A Prefeitura tenta intermediar um acordo para evitar a paralisação.
Segundo a chefe do Executivo, o município mantém subsídios ao sistema mesmo diante de dificuldades financeiras. Ainda assim, ela afirma que não há espaço, neste momento, para ampliar os repasses.
- Agenda cultural no Centro-Oeste de Minas traz teatro, gastronomia e arte urbana
- Câmara aprova projeto de Josafá Anderson que cria Dia Municipal do Gari
- Acidente entre carros e caminhões deixa um morto e um ferido na BR-494
- Operação Purgato: hacker tinha função estratégica em organização criminosa
- Adélia Prado é internada novamente em hospital de Divinópolis
Tarifa congelada pressiona sistema
O cenário atual se agrava devido ao congelamento da tarifa do transporte coletivo há cerca de seis anos, o que impacta diretamente o equilíbrio financeiro do sistema.
Enquanto as empresas alegam falta de condições para conceder reajustes, os trabalhadores cobram valorização salarial. Dessa forma, o impasse envolve tanto questões econômicas quanto sociais.
Possível paralisação
Com a manutenção do indicativo após duas assembleias, a greve se torna cada vez mais provável. Caso o movimento se confirme, milhares de usuários poderão ser afetados já nos próximos dias.
Assim, a definição final depende da apresentação de uma proposta concreta dentro do prazo estabelecido pelo sindicato.



