Sem aula: greve da educação começa nesta sexta em Divinópolis

DivinópolisGerais
Por -02/07/2026, às 18H36julho 2nd, 2026
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Sindicato mantém mobilização após avanço da reforma na Câmara e condiciona o fim da greve à retirada do projeto

A educação municipal inicia a paralisação nesta sexta-feira (3) em Rresposta contra a reforma da Previdência proposta pela Prefeitura de Divinópolis. O Sindicato dos Trabalhadores Municipais (Sintram) confirmou a continuidade da greve após a Câmara Municipal ler a mensagem modificativa do projeto durante a reunião ordinária.

Mesmo com as alterações apresentadas pelo Executivo, o sindicato considera que a proposta mantém os principais pontos que prejudicam os servidores. Por isso, a categoria decidiu manter a mobilização.

Educação para nesta sexta e demais servidores aderem na segunda

O presidente do Sintram, Marco Aurélio, afirmou que a categoria só encerrará a greve quando a Prefeitura retirar o projeto de tramitação.

“Enquanto o projeto não sair de pauta, o movimento de paralisação continua. Amanhã a educação para as atividades. Na segunda-feira, os demais servidores”, afirmou.

Além disso, ele destacou que a assembleia rejeitou qualquer nova rodada de negociação. Segundo o dirigente, os servidores passaram a exigir apenas a retirada da proposta.

Sindicato rejeita alterações apresentadas

Marco Aurélio explicou que os servidores esperavam discutir mudanças capazes de reduzir os impactos da reforma. No entanto, segundo ele, o Executivo manteve os principais pontos do texto.

“A categoria decidiu na última assembleia que agora é retirada do projeto. Não tem mais suspensão do projeto, nem rodada de negociação”, declarou.

Ainda conforme o presidente do sindicato, a Prefeitura não alterou temas considerados essenciais, como a idade mínima para aposentadoria e as regras de cálculo dos benefícios.

Mudanças aceitas não alteram pontos principais

Durante as negociações, o sindicato apresentou 27 propostas de alteração. Conforme informou o Executivo, a administração acolheu 15 delas, de forma total ou parcial.

Entretanto, Marco Aurélio afirmou que essas mudanças corrigiram apenas problemas de redação.

“As 15 propostas trataram apenas de correções no texto. A Prefeitura não aceitou nenhuma sugestão sobre os pontos mais importantes da reforma”, afirmou.

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Saúde mantém atendimento mínimo

O sindicato informou que cumprirá a legislação durante a greve. Assim, os profissionais da saúde manterão 30% dos atendimentos.

Já os demais servidores receberão orientação para interromper as atividades a partir de segunda-feira.

Agora, as comissões da Câmara analisarão a mensagem modificativa antes de o projeto seguir para votação em plenário. Enquanto isso, o Sintram reforça que manterá a greve até que a Prefeitura retire a proposta da reforma da Previdência.