Sem proposta do Consórcio Transoeste, sindicato confirma greve de ônibus em Divinópolis a partir das zero hora de sexta-feira (17/4)
Sem a apresentação de uma proposta formal por parte do consórcio Transoeste, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sinttrodiv) confirmou, nesta quarta-feira (15/4), a greve do transporte público em Divinópolis. A paralisação começa à meia-noite de sexta-feira (17/4).
A expectativa era de que as empresas apresentassem ainda nesta quarta-feira a formalização de uma proposta. No entanto, até as 17h, isso não ocorreu. Diante disso, o sindicato decidiu não convocar assembleia para quinta-feira (16/4), já que não há proposta para avaliação.
“Não vamos ter assembleia amanhã e está deflagrada a greve a partir da zero hora de quinta para sexta-feira. Não temos que fazer assembleia porque não temos proposta para avaliar. Ainda que tivesse uma proposta inferior a pretensão do trabalhador, não faríamos para não ter mais desgaste”, afirmou o presidente do Sinttrodiv, Erivaldo Adami ao PORTAL GERAIS.
Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de pelo menos 10%. Atualmente, o piso da categoria é de R$ 3 mil, além de uma gratificação de R$ 450. Além disso, a categoria pede aumento no valor do ticket alimentação, que passaria de R$ 700 para R$ 1 mil.
Ainda nesta quarta-feira, representantes do sindicato, das empresas e da prefeitura participaram de uma reunião online. Contudo, conforme o sindicato, o encontro terminou sem apresentação de proposta formal por qualquer das partes.
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Negociações travadas
O impasse ocorre após reunião presencial realizada na segunda-feira (13), mediada pela prefeita Janete Aparecida. Na ocasião, houve avanço no diálogo, porém sem definição de valores.
Durante o encontro, o consórcio indicou a possibilidade de equiparar os salários aos praticados em Belo Horizonte, atualmente em torno de R$ 3.180, proposta que não atendeu às expectativas da categoria. Ao mesmo tempo, a prefeitura sinalizou a possibilidade de rever contrapartidas.
Conforme as empresas, a tarifa permanece congelada há cinco anos, o que dificulta avanços salariais. Atualmente, o município repassa cerca de R$ 2 milhões mensais em subsídio para manter gratuidades.
Diante da pressão e do risco de paralisação, a prefeitura passou a considerar a possibilidade de antecipar o reajuste da tarifa, inicialmente previsto apenas para 2027. Outra possibilidade seria ampliar o subsídio ao consórcio.
O Transoeste fala em passaginhas a R$ 6,58 ou subsídio mensal de R$ 3 milhões.
No final da tarde, a prefeita Janete Aparecida confirmou uma proposta que será formalizada junto ao Sindicato pelo consórcio. A assembleia deve ocorrer na segunda-feira (20/4) pela manhã. Em fala, ela classificou como “razoável” a prospota apresentada e já protocolada. Os índices e condições não foram detalhados.



