Veículo de Fábio Rodrigues da Silva foi encontrado em uma cratera no Bairro São José com todos os pertences pessoais, contudo a Polícia Civil ainda investiga o paradeiro do condutor
Completando dez meses sem respostas, o desaparecimento do motorista de aplicativo (app) Fábio Rodrigues da Silva, de 42 anos, continua intrigando a população de Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas. Fábio sumiu em setembro de 2025 após sair de casa para trabalhar, e a falta de pistas concretas desafia o trabalho das autoridades regionais.
A investigação permanece em curso, pois a falta de evidências concretas sobre o destino do profissional dificulta a resolução do mistério.
De acordo com as apurações iniciais, a Polícia Militar encontrou o veículo utilizado por Fábio para o trabalho abandonado dentro de uma cratera em um loteamento no Bairro São José logo no dia seguinte ao sumiço. Conforme o registro da ocorrência, todos os pertences pessoais do motorista permaneciam no interior do carro. A Polícia Civil assumiu o caso imediatamente após o encontro do veículo, porém os investigadores ainda não finalizaram o inquérito ou apontaram uma causa específica para o ocorrido.
Conforme o histórico do caso, Fábio realizou uma corrida por volta das 21h15 do dia 13 de setembro, com destino a Pará de Minas. Contudo, o motorista retornou para Nova Serrana cerca de uma hora e meia depois. O rastreamento do automóvel aponta o último registro do carro na madrugada do dia 14, precisamente no local onde as testemunhas acharam o veículo.
A Polícia Civil ainda não concluiu as diligências e não revelou a linha de investigação adotada no momento. Enquanto as autoridades apuram os fatos, os parentes mantêm a busca ativa por informações sobre o desaparecimento de Fábio Rodrigues da Silva. A corporação reforça que a população pode repassar informações de forma anônima pelos números 181 e 190.
Esposa relembra momentos que antecederam o desaparecimento do motorista de app em Nova Serrana
A esposa de Fábio, Diully Alves da Silva Rodrigues, contou que o marido mantinha o costume de avisar quando saía para trabalhar, principalmente em viagens para fora da cidade. Conforme Diully explicou, os dois mantinham contato frequente por mensagens, pois ela sempre demonstrava preocupação com a rotina intensa de trabalho do companheiro.
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No sábado do sumiço, Fábio realizou o transporte de passageiros para um casamento em Conceição do Pará. Por volta das 19h, ele ligou para a esposa informando o retorno a Nova Serrana. Em seguida, buscou a esposa na casa da mãe dela e levou todos para a residência do casal. Pouco depois, ele saiu novamente para buscar a filha na casa do sogro dela. Conforme o relato de Diully, ao retornar por volta das 22h, Fábio entrou rapidamente, usou o banheiro e saiu novamente para fazer corridas de aplicativo, enquanto a esposa já dormia com as outras duas filhas.
Dias antes do evento, a esposa já havia demonstrado preocupação com o excesso de trabalho de Fábio. Na terça-feira daquela mesma semana, ela pediu para o marido descansar, porém ele respondeu com tom ríspido que acumulava muitas preocupações com dívidas e que não conseguia parar. De acordo com a esposa, Fábio também relatou episódios recentes de confusão e desatenção durante o trabalho. Em um dos casos, ele contou que dirigia para um determinado endereço, contudo, quando percebeu, já estava em um local totalmente diferente sem entender a rota que fez.
Hipóteses da família sobre o desaparecimento de Fábio Rodrigues da Silva e buscas na cratera
Diully percebeu a ausência no domingo de manhã, visto que o marido sempre retornava cedo com o café da manhã para a família. A filha do casal acordou a mãe notando a ausência do pai. A esposa enviou mensagens pelo celular, contudo o aplicativo indicou apenas um sinal de envio. Logo em seguida, ela tentou realizar ligações, mas o telefone não atendeu. Minutos depois, parentes entraram em contato perguntando por Fábio, e a esposa visualizou nas redes sociais o vídeo do carro abandonado na cratera.
Em relação à última viagem registrada, a corrida de 21h15 para Pará de Minas ocorreu no nome de Fábio. Conforme a esposa detalhou, o sistema aponta que o veículo permaneceu com o motor ligado durante todo o trajeto de ida e volta. O automóvel só teve a ignição desligada segundos após cair na cratera, no momento em que alguém girou a chave do veículo.
Os socorristas e familiares encontraram todos os objetos de Fábio dentro do carro e na cratera. O celular, documentos, cartões, maquininha, carregador, chaves e uma blusa estavam no interior do veículo. Contudo, a irmã e a tia de Diully acharam o chinelo e o fone de ouvido do motorista dentro do buraco, perto da saída do barranco. A família acredita que Fábio saiu pela janela do passageiro, já que o carro ficou pendurado no loteamento.
Atualmente, a esposa descarta a hipótese de crime ou roubo no desaparecimento do motorista de app, Fábio Rodrigues da Silva em Nova Serrana. Conforme Diully avalia, o marido sofreu um surto psicótico causado pelo cansaço extremo, consumo de energéticos e ansiedade financeira. A família investiga relatos de que o motorista caminha desorientado pelas ruas de Belo Horizonte em situação de rua.
Diully desabafou sobre o apelo para encontrar o marido e o sofrimento das três filhas, de 16, 7 e 3 anos:
“Se você viu o Fábio ou sabe onde ele está, nos ajude a encontrá-lo. Ele é um bom pai, um bom marido e um bom filho. Hoje isso aconteceu com a nossa família, mas pode acontecer com qualquer outra. Nós só queremos que ele volte para casa.”
Conforme a esposa destacou, Fábio pode estar com a aparência diferente das fotos divulgadas, com barba e mais magro. Contudo, ele possui uma tatuagem no braço com um nome feminino, detalhe que facilita a identificação.
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Irmã faz buscas próprias para elucidar o desaparecimento do motorista de aplicativo
A irmã do motorista, Daniely Cristina Menezes da Silva, busca pelo irmão incansavelmente desde os primeiros dias do sumiço. Conforme Daniely relatou, ela percorreu as rotas do irmão e analisou imagens de segurança de residências. Contudo, as câmeras registraram apenas a passagem do veículo, sem permitir a visualização do interior do automóvel devido ao horário noturno.
Adicionalmente, a irmã viaja com frequência para Belo Horizonte para checar relatos de testemunhas sobre o desaparecimento de Fábio Rodrigues da Silva. Daniely percorre centros comerciais, albergues, hospitais, UPAs e conversa com pessoas em situação de rua. Contudo, a família ainda não obteve nenhuma confirmação em foto ou vídeo que comprove a presença de Fábio na capital.
Daniely confirmou que nenhuma instituição financeira ou operadora registrou movimentações bancárias, acessos às redes sociais ou ligações do telefone de Fábio durante esses dez meses.
Em relação à dor dos pais e da família, a irmã desabafou sobre a dificuldade diária provocada pelo desaparecimento de Fábio Rodrigues da Silva:
“Tenho buscado por ele incansavelmente, nos primeiros dias, percorri rotas que ele fez no dia do desaparecimento, buscando câmera de casas na qual pudessem ter visto o carro ou ele mesmo dentro do carro, porém todas as imagens que consegui só conseguem ver o veículo.”
“Nossos dias têm sido de muita angústia e sofrimento, ver meus pais sofrerem como estão sofrendo dói muito. Desde que o Fábio sumiu nossas vidas estão de cabeça para baixo.”
Conforme a irmã explicou, a família busca forças na união e na fé para enfrentar a falta de respostas, visto que não possuem condições para custear acompanhamento psicológico profissional. Os parentes pedem que a população compartilhe a foto do motorista. Qualquer informação real pode ser repassada de forma anônima pelo Disque Denúncia 181, pelo telefone 190 ou diretamente com a família pelo número (37) 98802-6333.
*Por Bruna Faria






