Servidora é condenada por cobrar para emitir RG gratuito em Lagoa da Prata

GeraisLagoa da Prata
Por -18/09/2026, às 16H23setembro 18th, 2026
mpmg
Divulgação/AMG

Atuação do Ministério Público de Minas Gerais resultou na perda da função pública e na devolução dos valores recebidos indevidamente.

Uma servidora pública estadual foi condenada por ato de improbidade administrativa em Lagoa da Prata, no Centro-Oeste de Minas. A decisão atende a uma Ação Civil Pública que o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizou após constatar a cobrança ilegal para a emissão da primeira via da Carteira de Identidade Nacional (CIN).

A apuração dos fatos confirmou que a servidora atuava no Posto de Identificação da Delegacia de Polícia Civil da cidade. Ela exigia e recebia valores indevidos de particulares para realizar um serviço que a legislação define como gratuito.

A Justiça reconheceu que a conduta resultou em enriquecimento ilícito da servidora. Diante disso, o Poder Judiciário aplicou penalidades severas para punir as irregularidades cometidas no exercício da função pública.

Perda do cargo público da servidora condenada de Lagoa da Prata

A sentença aplicou sanções diretas ao patrimônio e à carreira da servidora. As punições estabelecidas pela legislação incluem:

  • Perda dos valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio da condenada;
  • Perda da função pública exercida perante a Administração Pública do Estado de Minas Gerais;
  • Demais sanções previstas na legislação vigente.
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Defesa da integridade na Administração Pública

A 2ª Promotoria de Justiça de Lagoa da Prata destacou que o resultado da ação traz uma resposta concreta para toda a população regional. O órgão reafirmou o compromisso permanente com a proteção dos cidadãos e com a integridade dos serviços públicos.

O promotor de Justiça Pedro Henrique Pereira Correa ressaltou o impacto direto da decisão na vida da comunidade:

“Mais do que a responsabilização da agente pública, a medida alcança uma questão que toca diretamente o cotidiano das pessoas: o direito de acessar um serviço público sem que lhe seja imposta qualquer cobrança indevida”