Governador propõe vincular os R$ 6 bilhões anuais pagos ao governo federal a intervenções no Sul de Minas e na malha ferroviária
O governador Mateus Simões (PSD) defendeu a proposta Simões rodovias em Minas durante evento em Varginha na noite de quarta-feira (26). O candidato à reeleição apresentou o plano de vincular os pagamentos da dívida estadual a obras de infraestrutura no estado. A iniciativa atende ao Manifesto Sul de Minas, entregue por empresários para impulsionar a indústria, o agronegócio e o turismo regional.
Simões rodovias em Minas e a vinculação da dívida
De acordo com o governador, Minas Gerais paga cerca de R$ 6 bilhões por ano ao governo federal para quitar juros e amortizações da dívida.
Conforme apontou o gestor, o estado necessita de R$ 12 bilhões para duplicar os principais corredores rodoviários da região.
Dessa forma, o candidato sugeriu uma negociação direta com o próximo presidente da República para garantir o retorno desses valores:
“Quero que o dinheiro repassado à União fique em Minas. Minha proposta não é pedir desconto nem perdão das parcelas que a gente paga. A minha proposta é ajustar com o nosso próximo presidente da República para que haja vinculação do uso do dinheiro que cada Estado paga à infraestrutura do próprio Estado”, disse.
Segundo o governador, o projeto prioriza obras nas rodovias BR-381, BR-040, BR-262, BR-251, BR-116, BR-367 e BR-365.
Foco na Rodovia Fernão Dias e no projeto Simões rodovias em Minas
Conforme destacou Mateus Simões, a Rodovia Fernão Dias representa o principal corredor logístico do Sul de Minas. O projeto prevê a ampliação da capacidade da pista com uma faixa adicional em cada sentido, sobretudo no trecho entre Pouso Alegre e Belo Horizonte.
“O maior corredor logístico do Sul de Minas é a Fernão Dias, que precisa urgentemente de investimentos para ampliar sua capacidade de carga”, afirmou.
Contudo, a proposta do Executivo estadual também abrange o transporte de cargas sobre trilhos. De acordo com o candidato, a verba negociada cobriria a recuperação e a expansão da malha ferroviária regional:
“Se o governo federal deixar os recursos em Minas, ainda sobra dinheiro para a gente mexer nos ramais ferroviários, que também são nossos”, afirmou.
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Defesa das renúncias fiscais para o desenvolvimento
Durante o encontro com o setor produtivo, Mateus Simões combateu as propostas de adversários que defendem o fim dos incentivos tributários. O governador ressaltou que, os benefícios fiscais garantiram a consolidação dos polos industriais e logísticos de Minas Gerais.
Por fim, o gestor reforçou a importância da manutenção dessas medidas para a economia mineira:
“Não existiria o polo logístico nem o polo industrial do Sul de Minas sem renúncia fiscal. Não existiria o polo bioquímico e biofarmacêutico de Montes Claros sem renúncia fiscal. Não existiria o polo de fertilizantes de Uberaba sem renúncia fiscal”, finalizou.


